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PCERJ investiga fraudes em licitações para obras em escolas estaduais

Alvos da primeira fase da operação incluem sedes de empresas investigadas e residências de sócios.

João Boueri
JOÃO BOUERI

13/08/2026 • 14:32 • Atualizado em 13/08/2026 • 14:32

Polícia Civil realiza a Operação Sarasvati

Polícia Civil realiza a Operação Sarasvati

Reprodução

Vinte mandados de busca e apreensão são cumpridos pela Polícia Civil em operação que investiga um possível esquema de fraudes envolvendo a contratação de empresas para realizar obras em escolas estaduais do Rio.Na manhã desta quinta-feira (13), os agentes tentam aprofundar as investigações, com a apreensão de documentos e telefones em endereços localizados em Maricá, Campos dos Goytacazes, Cabo Frio, Angra dos Reis, Mangaratiba, São Gonçalo e na cidade do Rio de Janeiro, além do município de São Paulo.Os alvos da primeira fase da Operação Sarasvati incluem sedes de empresas investigadas e residências de sócios. As investigações apontam para um sistema direcionado à contratação de determinadas empresas.Até o momento, diversos documentos e três carros de luxo foram apreendidos.Um ex-diretor regional da Secretaria de Estado de Educação teria indicado empresas, que posteriormente eram favorecidas em outras contratações. As obras aconteciam mesmo sem solicitação dos gestores das unidades escolaresA Polícia Civil identificou também que, em casos de pedidos específicos das escolas, as empresas contratadas executavam os serviços em dimensão significativamente superior àquela efetivamente solicitada.Os agentes também tentam identificar outros possíveis envolvidos no esquema. Os documentos apreendidos serão analisados para o aprofundamento da investigação.Em maio, a Polícia Federal deflagrou a quarta fase da Operação Unha e Carne também para combater práticas de corrupção na Secretaria de Estado de Educação do Rio, desarticulando uma organização criminosa voltada para a prática de fraudes em procedimentos de compra de materiais e aquisição de serviços.Na ocasião, o então deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso. As apurações revelaram um esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Secretaria de Educação.

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