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Petrobras encerra o ano de 2024 com lucro líquido de R$ 36,6 bilhões

Os resultados financeiros foram apresentados nesta quinta-feira em entrevista coletiva na sede da companhia no Rio

Guilherme Faria
GUILHERME FARIA

27/02/2025 • 19:14 • Atualizado em 27/02/2025 • 19:14

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard

Fernando Frazão/Agência Brasil

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, classifica a política de preços de combustíveis praticada pela estatal como um caminho seguro, que gera estabilidade para a companhia e para a sociedade. A declaração foi feita nesta quinta-feira (27), em entrevista coletiva realizada na sede da empresa, no Centro do Rio, para apresentação dos resultados obtidos pela Petrobras em 2024. Ao ser questionada sobre o tema dos combustíveis, Magda Chambriard avaliou como positivo o caminho escolhido pela gestão da estatal.

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A gente tem certeza de que o que nós estamos praticando gera valor para a companhia e gera valor para a sociedade porque reduz a instabilidade. Eu acho que a pior coisa que pode acontecer é a instabilidade, porque a instabilidade é a insegurança, a insegurança para a Petrobras, a insegurança para os investidores, a insegurança para o mercado. Então, a gente está trabalhando, vamos dizer assim, a gente está trabalhando pelo lado seguro.

Em 2024, a Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 36,6 bilhões, valor 70% menor que o registrado no ano anterior, quando a companhia teve o segundo maior lucro líquido da história, que ultrapassou os R$ 124 bilhões. A presidente da estatal, Magda Chambriard, explicou que diferentes fatores influenciaram os resultados financeiros da companhia no ano passado. Entre eles, está a alta do dólar.

A queda do Brent é sempre uma questão. O fator contábil e sem efeito no caixa, que foi o maior de todos, foi a variação do dólar. Como eu falei para vocês, a variação do dólar ensejou um impacto no lucro da companhia, ao longo do ano, de R$ 59 bilhões. E um terceiro fator é a transição tributária federal, que tirou das nossas costas um passivo da ordem de R$ 45 bilhões.

O evento também teve a participação de diretores da companhia. Entre eles, a Diretora Executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, que reforçou o desejo da estatal em explorar petróleo na Margem Equatorial, localizada na foz do Rio Amazonas, na região Norte do país.

Tem um potencial grande, que vocês já sabem, que a gente fala, que é imenso, que é a Margem Equatorial, onde nós temos seis blocos, oito postos a perfurar, investimentos de três bilhões de dólares previstos entre 2025 e 2029.

A extração de petróleo na Margem Equatorial ainda depende da aprovação do Ibama. Em fevereiro, durante um evento com a presença do presidente Lula, em Angra dos Reis, na Costa Verde Fluminense, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal tem tecnologia para operar na região sem comprometer o meio ambiente.

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