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PF aponta atuação do deputado Thiago Rangel na Secretaria de Educação

Áudios interceptados pela Polícia Federal mostram o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, atuando diretamente na estrutura da Secretaria de Estado de Educação do Rio, com orientações sobre cargos, indicações políticas e movimentações internas da pasta.

YASMIN BACHOUR

19/05/2026 • 13:47 • Atualizado em 19/05/2026 • 13:47

PF aponta atuação do deputado Thiago Rangel dentro da Secretaria de Educação

PF aponta atuação do deputado Thiago Rangel dentro da Secretaria de Educação

Reprodução

O material foi encontrado no celular de investigados ligados ao parlamentar e integra a Operação Unha e Carne, que apura um esquema de fraudes em contratos da secretaria.

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Em um dos áudios, atribuído ao deputado e enviado à então diretora regional de Educação do Noroeste Fluminense, Júcia Gomes, Thiago Rangel dá orientações sobre decisões dentro da estrutura da Educação.

Segundo a Polícia Federal, o conteúdo reforça a suspeita de que o parlamentar mantinha controle político sobre setores estratégicos da rede estadual de ensino.

A investigação também aponta uma suposta relação entre o deputado e pessoas ligadas ao tráfico de drogas. De acordo com a PF, Thiago Rangel teria negociado vagas de emprego na estrutura da Secretaria de Educação para indicados de Arídio Machado da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Beco, apontado pela polícia como traficante de alta periculosidade.

Em outra gravação obtida pelos investigadores, uma mulher identificada como Gleice Maria Batista da Silva, apresentada como irmã de Júnior do Beco, cobra uma promessa de nomeação.

Para a Polícia Federal, os áudios reforçam a suspeita da existência de uma organização criminosa voltada para fraudes em contratos públicos, loteamento político de cargos e uso da estrutura da Secretaria de Educação para favorecer interesses particulares.

Thiago Rangel foi preso no início deste mês durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. Empresários e outros investigados também foram alvo de mandados de prisão e de busca e apreensão.

A investigação continua e a Polícia Federal ainda analisa celulares, documentos e outros materiais apreendidos durante a operação.

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