
PF apreende R$ 26 mil e documentos em operação em Búzios
Divulgação
A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 26 mil em dinheiro, aparelhos eletrônicos e documentos durante uma operação que investiga um suposto esquema de favorecimento de interesses dentro da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo da Prefeitura de Búzios, na Região dos Lagos.
A secretária de Meio Ambiente e Urbanismo, Roseli de Almeida Pereira, é uma das investigadas. Ao todo, os agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão em endereços de Búzios, Cabo Frio, Araruama e Saquarema nesta quarta-feira (12).
Roseli chegou a ser afastada do cargo em julho, após um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro. A medida tinha como objetivo evitar possíveis interferências no acesso a documentos relacionados à investigação. Na última sexta-feira (7), porém, a Justiça do Rio determinou a suspensão do afastamento cautelar.
Segundo as investigações, agentes públicos teriam usado os cargos para conceder licenças e autorizações ambientais de forma irregular, beneficiando interesses particulares. O grupo também é suspeito de facilitar a instalação e o funcionamento de empreendimentos potencialmente poluidores sem as autorizações necessárias.
Uma das apurações envolve intervenções na região da Ponta do Pai Vitório, área ambientalmente protegida.
Outra frente da investigação apura a retirada irregular de saibro do antigo Lixão da Baía Formosa. O material teria sido utilizado em obras no Campo de José Gonçalves, espaço frequentado por crianças. Um laudo da Polícia Federal confirmou a extração irregular e a utilização do material na obra, levantando possíveis riscos ambientais e sanitários.
O secretário de Clima e Sustentabilidade, Evanildo Nascimento, também é investigado.
Para a Polícia Federal, os materiais apreendidos nesta quarta-feira podem ajudar a identificar outros envolvidos, dimensionar a atuação do grupo e encontrar novas possíveis irregularidades em processos de licenciamento ambiental.
Os investigados podem responder por corrupção passiva e ativa, advocacia administrativa, associação criminosa, prevaricação e concessão irregular de licenças e autorizações ambientais.
A reportagem aguarda um posicionamento da Prefeitura de Búzios.
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