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PF indicia Rodrigo Bacellar e TH Joias por vazamento ao Comando Vermelho

Relatório enviado ao STF aponta organização criminosa, obstrução de investigação e favorecimento pessoal; caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes

YASMIN BACHOUR

27/02/2026 • 09:50 • Atualizado em 27/02/2026 • 09:50

Presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual TH Joias

Presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual TH Joias

Divulgação/ALERJ

A Polícia Federal indicia o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual TH Joias e outras três pessoas ao concluir a investigação sobre o vazamento de informações sigilosas para integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.

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Segundo o relatório final da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal, Bacellar e o ex-parlamentar Thiego Raimundo de Oliveira Santos, além de Flávia Judice, Jéssica Santos e Thárcio Salgado, foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e favorecimento pessoal.

O desembargador Macário Judice Neto, alvo das apurações, não foi indiciado por ter foro especial, e o caso dele será analisado pela Procuradoria-Geral da República.

A PF afirma que as provas, que incluem quebras de sigilo, grampos telefônicos, imagens de câmeras de segurança e dados de celulares, indicam uma rede de influência entre agentes políticos e integrantes do Judiciário fluminense. As investigações descobriram ainda indícios de tráfico de influência e uso de celulares registrados em nomes de terceiros para dificultar a identificação de proprietários.

O inquérito foi levado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no STF, que decidirá os próximos passos.

Rodrigo Bacellar foi preso no dia 3 de dezembro pela Polícia Federal, durante a Operação Unha e Carne. Seis dias depois, no dia 9 de dezembro, ele deixou a cadeia por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que substituiu a prisão por medidas cautelares.

Já Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, foi preso sob suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele também é investigado por suposta negociação de armas para a facção Comando Vermelho. TH Joias tinha assumido o mandato de deputado em junho de 2025, mas perdeu o cargo após a prisão.

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