
Polícia Federal
PF/Divulgação
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), a terceira fase da Operação Fake Agents, que investiga um esquema de fraudes em saques do FGTS de jogadores de futebol, ex-jogadores e treinadores. O grupo criminoso é suspeito de desviar cerca de R$ 7 milhões com apoio de funcionários da Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro.
Nesta fase, os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão: três em endereços de funcionários da Caixa, nos bairros da Tijuca, Ramos e Deodoro, e um em uma agência da estatal no Centro do Rio.
As investigações apontam que o esquema era chefiado pela advogada Joana Costa Padro de Oliveira, que já havia sido alvo na fase anterior da operação. Ela é suspeita de usar contatos em agências da Caixa para liberar irregularmente valores do FGTS de atletas.
Entre as vítimas identificadas estão Ramires Santos do Nascimento, Alejandro César Donati, Christian Chagas Tarouco, Raniel Santana de Vasconcelos, Gabriel Jesus, Manuel Brito Filho (Obina), Christian Alberto Cueva Bravo, João Robin Rojas Mendoza e Paulo Roberto Falcão. Segundo a PF, as fraudes ou tentativas de obtenção de vantagem ilícita em relação a esses jogadores ocorreram no Rio de Janeiro, onde também teriam sido apresentados os documentos falsos usados no esquema.
A investigação começou após um banco privado denunciar uma fraude em uma de suas agências. Uma conta havia sido aberta com documentos falsos em nome de um jogador peruano, resultando no desvio de R$ 2,2 milhões de valores do FGTS.
A operação é coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da PF no Rio, com apoio da área de inteligência e segurança da Caixa.
Os investigados poderão responder por falsificação de documento público, estelionato e associação criminosa, além de outros crimes que possam ser descobertos no decorrer das apurações.
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