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PF prende sete policiais militares na terceira fase da Operação Anomalia

Investigados são suspeitos de favorecer milícias e facções criminosas no RJ; mandados incluem buscas e afastamento das funções públicas.

YASMIN BACHOUR

11/03/2026 • 07:43 • Atualizado em 11/03/2026 • 07:43

Operação Anomalia

Operação Anomalia

Reprodução

A Polícia Federal cumpre sete mandados de prisão preventiva contra policiais militares durante a terceira fase da Operação Anomalia, deflagrada na manhã desta quarta-feira (11). A ação tem como objetivo desarticular um núcleo formado por policiais militares suspeitos de envolvimento com facções criminosas e milícias que atuam na região.Os agentes da PF também cumprem sete mandados de busca e apreensão em diferentes pontos do estado. As diligências acontecem nos bairros da Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste da capital, além dos municípios de Nova Iguaçu e Nilópolis, na Baixada Fluminense.Os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, que também determinou o afastamento imediato das funções públicas de todos os policiais investigados e a quebra do sigilo de dados de aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.Segundo as investigações, os policiais militares investigados teriam se aproveitado da farda e do cargo para favorecer o crime organizado. O grupo é suspeito de ajudar na atuação de traficantes e milicianos, dar proteção a criminosos e ocultar dinheiro obtido de forma ilegal.Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. O material apreendido durante as buscas será analisado para identificar a possível participação de outros agentes públicos ou integrantes do crime organizado no esquema.A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para ampliar o combate a organizações criminosas e cumprir diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 635, que trata de medidas relacionadas à atuação policial no estado do Rio de Janeiro.De acordo com a Polícia Federal, o objetivo é produzir inteligência para enfraquecer financeiramente as facções criminosas e interromper suas conexões com agentes públicos.

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