
O PIB per capita, ou seja, o valor total dividido pela população, foi o maior da série histórica, de R$ 55.247,45
Marcello Casal jr/Agência Brasil Economia
Puxado pelos Serviços (3,7%) e pela Indústria (3,3%), o Produto Interno Bruto cresce 3,4% no Brasil em 2024, o maior patamar desde 2021, totalizando R$ 11,7 trilhões. Também houve aumento na taxa de investimento, de 16,4% em 2023 para 17% em 2024. O PIB per capita, ou seja, o valor total dividido pela população, foi o maior da série histórica, de R$ 55.247,45. Somente a Agropecuária recuou (-3,2%) no ano, por causa do fraco desempenho da Agricultura, segundo os analistas do IBGE. O crescimento do PIB se deu, principalmente, por causa da demanda interna, que aumentou 5,2%. Já a demanda externa teve queda de 1,8%. Na Indústria, o destaque positivo foi a Construção, enquanto em Serviços, a maior alta foi em Informação e comunicação (6,2%). Teve destaque também a Despesa de Consumo das Famílias, que avançou 4,8% em relação ao ano anterior, por causa da melhora no mercado de trabalho, pelo aumento do crédito e pelos programas governamentais de transferência de renda. A Despesa do Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 1,9% no ano. No entanto, no último trimestre do ano passado, o cenário começou a mudar, e o Consumo das Famílias registrou uma variação negativa (-1%). Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, os motivos foram a inflação e a política monetária com elevação dos juros.
Já começou a subir os juros em setembro. A gente teve um outro efeito importante também, que foi uma aceleração da inflação, principalmente dos alimentos. Então, isso também prejudica o consumo das famílias em termos de volume. Mas a gente continuou com o mercado de trabalho melhorando. Mas no quarto trimestre, a gente já vê que esse crescimento está um pouco menor.
A fonoaudióloga Érica Brun conta que teve que cortar alguns gastos.
No final do ano, muitos itens que eu gostaria de ter comprado no mercado, não comprei, porque os valores estavam bem caros e saíram do meu orçamento.
A última queda no Consumo das Famílias tinha sido no segundo trimestre de 2021. Apesar disso, em relação ao 4º trimestre de 2023, o PIB avançou 3,6%, 16º resultado positivo consecutivo.
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