
Os três policiais militares condenados pela adulteração do local onde a jovem Kathlen Romeu morreu, vão permanecer livres
Reprodução
Os três policiais militares condenados pela adulteração do local onde a jovem Kathlen Romeu morreu, no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, vão permanecer em liberdade.
A vítima, que estava grávida, foi atingida durante uma operação da Polícia Militar. O caso aconteceu em 2021.
Como os agentes foram condenados a menos de três anos de reclusão, um artigo do Código Penal Militar permite a suspensão da execução da pena de detenção ou reclusão.
A avó da jovem, Sayonara Queiroz, manifestou indignação com a pena aplicada aos policiais.
Rafael Chaves de Oliveira, Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano foram condenados a dois anos e 15 dias de reclusão, em regime inicial aberto, além de 15 dias-multa.
Segundo a Justiça, ficou comprovado que os policiais apresentaram de forma fraudulenta 12 cápsulas de munição calibre 9 mm deflagradas e um carregador de fuzil calibre 5.56 à Delegacia de Homicídios, com o objetivo de criar vestígios de um confronto com traficantes, o que não ocorreu.
O pai da jovem, Leandro Gonçalves, afirmou que considera a pena baixa, mas destacou que a condenação tem importância para a família.
A reportagem tenta contato com as defesas dos policiais.
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