BandNews fm rio
BandNews FM Rio

Polícia acredita que ataque a homem em situação de rua foi motivado por desafio em aplicativo

A vítima, de 46 anos, foi alvo de dois coquetéis molotov, teve queimaduras de terceiro grau pelo corpo e está internada

Pedro Dobal
PEDRO DOBAL

21/02/2025 • 14:57 • Atualizado em 21/02/2025 • 14:57

A cena foi transmitida ao vivo para centenas de pessoas pelo aplicativo Discord

A cena foi transmitida ao vivo para centenas de pessoas pelo aplicativo Discord

Reprodução

A Polícia Civil acredita que o ataque de um adolescente de 17 anos a um homem em situação de rua no Pechincha, na Zona Oeste do Rio, foi motivado por um desafio feito em um aplicativo. A vítima, de 46 anos, foi alvo de dois coquetéis molotov, teve queimaduras de terceiro grau pelo corpo e está internada no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O estado de saúde é considerado estável. A cena foi transmitida ao vivo para centenas de pessoas pelo aplicativo Discord, que tem se tornado popular entre adolescentes. O jovem aparece acendendo as bombas incendiárias e lançando na direção do homem em situação de rua, que é encoberto pelas chamas. Depois que a família do adolescente soube do ocorrido, a própria avó decidiu entregar o jovem à Polícia Civil. Ele foi apreendido na quinta-feira (20) e deve responder por fato análogo a tentativa de homicídio triplamente qualificado, já que ocorreu por motivo torpe, com emprego de meio cruel e sem chance de defesa à vítima. No celular do jovem, os investigadores ainda encontraram cenas de abuso sexual infantil e apologia ao nazismo. Em entrevista à BandNews FM, moradores da região contaram que se assustaram com a crueldade do ataque. Eles também disseram que a vítima nunca ofereceu qualquer risco aos vizinhos. Segundo as investigações, o adolescente receberia dois mil reais como recompensa pelo suposto desafio cumprido. A psicóloga escolar Marina Diuana reforça a importância de que os pais monitorem a atividade dos filhos na internet. O Estatuto da Criança e do Adolescente permite a internação de menores infratores por no máximo três anos. Os investigadores agora tentam localizar outros envolvidos no ataque, como a pessoa que estava gravando o vídeo. Em nota, o Discord alegou que tem uma política de tolerância zero para discursos de ódio e violência. O aplicativo disse que reportou o caso às autoridades e baniu as contas envolvidas.

Compartilhar

Tópicos relacionados