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Casal é preso com mil canetas emagrecedoras na Baixada Fluminense

Polícia investiga esquema de remédios ilegais trazidos do Paraguai

CLARA NERY

13/04/2026 • 08:23 • Atualizado em 13/04/2026 • 08:23

Carga apreendida pela Polícia Civil estava vindo do Paraguai

Carga apreendida pela Polícia Civil estava vindo do Paraguai

Reprodução

A Polícia Civil do Rio investiga outros possíveis envolvidos no esquema de transporte e venda ilegal de medicamentos proibidos no Brasil, depois da apreensão de um ônibus que vinha do Paraguai com uma carga de canetas emagrecedoras, anabolizantes e outros produtos ilegais.

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A ação aconteceu nesta segunda-feira na Rodovia Washington Luís, em Xerém, na Baixada Fluminense.

Um casal foi preso em flagrante. Segundo o delegado Vitor Tuttman, somente com os dois foram apreendidos mil frascos de anabolizantes e mil canetas emagrecedoras à base de tirzepatida, substância sem autorização da Anvisa e proibida para comercialização no Brasil.

Em depoimento, o casal afirmou ter investido 150 mil reais nos produtos ilegais. Os dois vão responder por falsificação e comercialização de medicamentos proibidos, com pena que pode chegar a 15 anos de prisão.

Além deles, outras 40 pessoas estavam no ônibus. Os passageiros foram levados para a delegacia, prestaram esclarecimentos e foram liberados. A polícia ainda apura a origem, o destino e a natureza de todo o material apreendido.

Também foram encontrados no veículo eletrônicos, roupas, perfumes, calçados e outros produtos. Quem apresentou nota fiscal foi liberado.

As informações preliminares da investigação apontam que os medicamentos eram vendidos por meio de grupos de mensagens ligados a frequentadores de academia.

Nas redes sociais, a mulher presa também publicava vídeos incentivando o uso das chamadas canetas emagrecedoras e aparecia aplicando o medicamento nela mesma.

A tirzepatida é uma substância usada no tratamento de diabetes e associada à perda de peso. Sem autorização da Anvisa, a comercialização no Brasil é proibida, e o uso sem acompanhamento médico pode trazer riscos à saúde.

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