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Polícia Civil faz operação contra fabricação e venda ilegal de armas no Rio e no Paraná

Ação identificou rede que produzia e comercializava fuzis, pistolas e munições de forma artesanal para criminosos nos dois estados

YASMIN BACHOUR

13/11/2025 • 10:44 • Atualizado em 13/11/2025 • 10:44

Armamento apreendido pelos policiais

Armamento apreendido pelos policiais

Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira (13), uma operação para desmantelar um esquema de fabricação e comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios bélicos. A ação, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), foi realizada de forma simultânea no Rio de Janeiro e no Paraná, com o apoio da Polícia Civil paranaense.

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O objetivo é cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados à quadrilha, suspeita de operar uma rede estruturada de produção artesanal e venda irregular de armamentos, entre eles pistolas, fuzis e metralhadoras, além de munições montadas manualmente.

As investigações começaram a partir da análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos em fases anteriores da operação, submetidos à perícia digital. O material revelou um intenso fluxo de comunicações, vídeos e registros de transações ilegais, comprovando a existência do grupo que fabricava e distribuía armas sem controle legal.

Segundo os investigadores, os fabricantes, intermediários e compradores atuavam em parceria, com lucros que chegavam a 150%, e usavam transportadoras privadas para o envio disfarçado dos armamentos. As remessas eram feitas com instruções específicas para ocultar o conteúdo e a identidade dos remetentes.

Durante as diligências, foram identificados pontos de produção e armazenamento com ferramentas, peças de reposição, insumos e equipamentos para recarga de munições. Parte do material produzido era repassado a criminosos do Rio e do Paraná.

O governador Cláudio Castro afirmou que o Rio está combatendo com firmeza o crime organizado e as estruturas que o sustentam, destacando que a operação representa mais um passo no enfraquecimento do poder bélico das facções criminosas. Ele ressaltou ainda que inteligência, integração e tecnologia estão no centro da política de segurança do estado e que as ações vão continuar desarticulando quem fabrica, vende e financia a violência no Rio de Janeiro.

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