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Polícia Civil faz operação contra quadrilha que furtou centenas de transformadores da Enel

Funcionário da concessionária é suspeito de liberar equipamentos desviados para empresas em SP

CLARA NERY

14/10/2025 • 07:44 • Atualizado em 14/10/2025 • 07:44

Cerca de 775 transformadores de grande porte foram subtraídos do almoxarifado central da Enel

Cerca de 775 transformadores de grande porte foram subtraídos do almoxarifado central da Enel

Reprodução

Uma quadrilha que furtou quase 800 transformadores da Enel em 2 meses é alvo de uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira (14). Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, em Niterói e em cidades do estado de São Paulo.

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O objetivo é coletar documentos, mídias e bens que possam comprovar o envolvimento dos investigados e identificar outros possíveis integrantes do grupo.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito apura crimes de furto qualificado, receptação qualificada associação criminosa ocorridos entre 22 de junho e 10 de agosto de 2024. Nesse período, ao menos 775 transformadores de grande porte foram subtraídos do almoxarifado central da Enel, localizado na Rodovia Manilha-Magé, em Itaboraí. O prejuízo estimado é de cerca de R$852 mil.

Segundo o delegado Pedro Bittencourt, um funcionário da concessionária, responsável pela movimentação de materiais, ordenava a liberação irregular dos transformadores aos sábados, permitindo a saída dos equipamentos sem registro formal.

O funcionário foi desligado da empresa e admitiu ter adotado procedimentos irregulares. Segundo a Polícia Civil, ele apresentava padrão de vida incompatível com sua renda, com compra de veículos e franquias comerciais. Segundo os investigadores, os depoimentos de empregados e motoristas indicaram que os transformadores desviados eram levados para empresas em Guarulhos e Mairiporã, em São Paulo.

Um dos motoristas relatou que realizava fretes desde 2023 e que, em julho de 2024, transportou equipamentos recebidos na própria sede da concessionária até uma empresa paulista. Os pagamentos, segundo ele, eram feitos via PIX e transferências bancárias.

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