
Um dos alvos presos nesta segunda-feira (29)
Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil investiga se milicianos que extorquiam e ameaçavam comerciantes em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, tinham influência na política do município.
Três homens suspeitos de fazerem parte do grupo foram presos na manhã desta segunda-feira (29). Entre os alvos da operação está o sargento da Polícia Militar, Diego Batista da Silva. Ele trabalhava no Batalhão de Policiamento de Vias Expressas. O primo de Diego, Thiago Batista de Jesus, também foi preso. Um terceiro alvo foi identificado como Lucas Dias da Silvas.
Segundo as investigações, o grupo tentou tomar posse de uma loja no Centro de Nova Iguaçu, com uma procuração falsa. Eles estiveram no local no fim de agosto e fizeram ameaças. O episódio foi gravado pelo circuito de segurança do estabelecimento. Segundo o delegado Márcio Esteves, os criminosos deram um prazo para os donos deixarem o imóvel.
Na madrugada do dia 5 de setembro, a loja foi saqueada, provocando um prejuízo de R$ 100 mil. Dois dias depois, a polícia prendeu Marcelo Feital Joaquim, conhecido como Caroço e apontado como chefe do grupo.
Em depoimento, ele afirmou trabalhar como auxiliar no gabinete do prefeito da cidade, Dudu Reina, do Progressistas.
Mesmo após a prisão de Marcelo, as ameaças continuaram e uma das vítimas chegou a ser agredida com coronhadas, no último sábado (27).
A Polícia Civil, então, pediu a prisão dos outros três integrantes do grupo que foram identificados graças as imagens do circuito de monitoramento da loja.
Os envolvidos vão responder pelos crimes de extorsão e formação de quadrilha.
Em nota, a Prefeitura de Nova Iguaçu informou que Marcelo Feital Joaquim foi exonerado do cargo em novembro de 2024 e não faz parte do quadro de servidores do município.
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