
Helicóptero sobrevoa sob tiros as casas no Morro dos Tabajaras
Reprodução
A Polícia Civil tenta localizar o segundo bandido acusado de participar diretamente da morte do policial Joao Pedro Marquini, da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil.Walace Andrade de Oliveira fugiu da polícia durante a operação para cumprir dois mandados de prisão na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, na Zona Sul da cidade, nessa terça (15).O outro alvo, identificado como Antônio Augusto D'Angelo da Fonseca foi capturado pelos policiais na mesma noite, no apartamento da mãe dele, na mesma região, após denúncia de um ouvinte da BandNews FM.As investigações apontaram que Antônio Augusto e Walace Andrade têm participação direta com o latrocínio do agente da CORE que estava com a esposa, a juíza Tula Melo. O policial teve o carro abordado, na Zona Oeste, no fim de março deste ano.A Polícia Civil descobriu que os bandidos que atacaram o agente e a esposa estavam escondidos na Ladeira dos Tabajaras.Em entrevista à BandNews FM, o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que foram 10 dias de monitoramento e detalhou as estratégias para prender os bandidos.
Foram dez dias ininterruptos de movimentação, monitoramento da movimentação daqueles marginais, daqueles criminosos, como eles agiam, por onde eles trafegavam na comunidade, onde seriam mais ou menos o esconderijo deles, onde seriam, entre aspas, as casas deles, em determinado momento, a partir de dez horas da manhã, entre dez e onze horas da manhã, eles se reuniam no determinado ponto, tudo isso foi estudado pelo monitoramento muito importante que a equipe de inteligência da core fez, foram dez dias ininterruptos de movimentação.
Ainda de acordo com as investigações, na noite do crime contra o policial Marquini, o grupo criminoso tinha o objetivo de atacar a comunidade do Antares, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Os bandidos tentavam trocar de veículo após terem o automóvel que utilizavam alvejado, durante a volta para a Zona Sul.A Delegacia de Homicídios identificou duas pessoas envolvidas na morte do agente vinculadas à comunidade do Tabajaras. O carro usado no dia do crime era clonado, com uma placa de São Paulo. O veículo pertencia a Vinicius Kleber di Carlantonio Martins, conhecido como Cheio de Ódio, que era apontado como o chefe do tráfico de drogas do local. O bandido foi um dos cinco que morreram em confronto com a Polícia na operação dessa terça (15). Ele chegou a ser preso duas vezes, mas foi solto. contra ele, havia 30 anotações criminais.Ainda de acordo com a Polícia, o bandido recebia ordens do outro chefe do tráfico de drogas da comunidade, Ronaldinho Tabajara, preso em 2016, e condenado a mais 30 anos de prisão em 2023 pela própria juíza Tula Mello, a viúva do policial morto durante ação a mando do criminoso. Ronaldinho está no presídio de Gericinó, na Zona Oeste.As investigações apontam que a Ladeira dos Tabajaras vem sendo dominada por bandidos da mesma família. Vinicius Kleber é irmão do ex chefe do tráfico da comunidade, conhecido como "Bruninho BR", que foi morto pela Polícia Federal durante uma perseguição na Linha Amarela, em 2015.Além deles, outro bandido do mesmo ramo famíliar foi morto durante a operação. Ele foi identificado como William do Amaral Gomes, conhecido como Marmitão, e tio de Vinicius Kleber, o "Cheio de Ódio".A viúva do policial da CORE e juíza do Tribunal do Júri do Rio, Tula Mello, conta que se sentiu aliviada quando soube que os policiais estavam iniciando a operação.Questionada sobre os diversos casos de reincidência de criminosos, a juíza Tula Mello, afirmou que todos os órgãos de justiça precisam assumir as responsabilidades para não deixar que bandidos continuem se fortalecendo.Durante a operação dessa terça (15), além dos cinco bandidos mortos, outros quatro foram presos. Também foram apreendidos fuzis, pistolas e grande quantidade de drogas.
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