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Polícia investiga rede clandestina ligada a mortes em cirurgias estéticas

Ação desta quarta (1) cumpriu mandados contra grupo de apoio ao médico José Emílio de Brito, preso após a morte de Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, em hidrolipo na clínica Amacor, em Campo Grande

João Boueri
JOÃO BOUERI

01/10/2025 • 08:45 • Atualizado em 01/10/2025 • 08:45

 A operação desta quarta-feira (1) acontece em ao menos cinco bairros da Zona Norte do Rio e no município de Mesquita, na Baixada Fluminense.

A operação desta quarta-feira (1) acontece em ao menos cinco bairros da Zona Norte do Rio e no município de Mesquita, na Baixada Fluminense.

Reprodução

A Polícia Civil cumpre oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo que atuava com o médico envolvido em duas mortes durante procedimentos estéticos. A última delas aconteceu no dia 8 de setembro na clínica Amacor, em Campo Grande, na Zona Oeste. Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, foi perfurada sete vezes durante uma hidrolipoaspiração. A operação acontece após a denúncia da BandNews FM.

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A operação desta quarta-feira (1) acontece em ao menos cinco bairros da Zona Norte do Rio e no município de Mesquita, na Baixada Fluminense.

A Polícia tenta encontrar os materiais cirúrgicos utilizados durante o procedimento estético feito pela técnica em segurança do trabalho.

Entre os alvos, a enfermeira e instrumentadora cirúrgica Sabrina Rabetin Serri.

A profissional participou da hidrolipoaspiração, que terminou com a morte da jovem Marilha Menezes Antunes, de 28 anos.

Ela prestou depoimento por mais de duas horas dias após o caso que aconteceu na clínica Amacor, em Campo Grande, na Zona Oeste, e ficou em silêncio na saída da delegacia.

A operação foi deflagrada após a Delegacia do Consumidor identificar mais falhas durante a cirurgia. Os policiais coletam novas provas para concluir a investigação.

A Justiça do Rio também expediu mandados de busca e apreensão contra a mulher apontada como captadora de clientes nas redes sociais e que faz parte do grupo de José Emílio de Brito.

O cirurgião plástico está preso de forma temporária. Ele é acusado de falsear a declaração de óbito da Marilha Menezes Antunes.

O médico tinha dito que a morte foi causada por broncoaspiração, seguida de parada cardiorrespiratória. No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal apontou sete perfurações, sendo duas no rim esquerdo e na cavidade abdominal.

Para a Polícia Civil, o grupo que trabalha com o cirurgião plástico fazia a captação de clientes e sabia das condições oferecidas pelo médico durante os procedimentos.

José Emílio de Brito vai responder pelos crimes de homicídio e falsidade ideológica. No dia seguinte à morte, duas funcionárias da clínica chegaram a ser presas em flagrante por crime contra relação de consumo, mas pagaram fiança e respondem em liberdade.

A clínica onde o procedimento ocorreu foi interditada após os policiais encontrarem medicamentos vencidos no centro cirúrgico, na farmácia do hospital e, principalmente, no carrinho de parada cardíaca, que estava no local em que a vítima morreu.

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