
A operação desta quarta-feira (1) acontece em ao menos cinco bairros da Zona Norte do Rio e no município de Mesquita, na Baixada Fluminense.
Reprodução
A Polícia Civil cumpre oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo que atuava com o médico envolvido em duas mortes durante procedimentos estéticos. A última delas aconteceu no dia 8 de setembro na clínica Amacor, em Campo Grande, na Zona Oeste. Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, foi perfurada sete vezes durante uma hidrolipoaspiração. A operação acontece após a denúncia da BandNews FM.
A operação desta quarta-feira (1) acontece em ao menos cinco bairros da Zona Norte do Rio e no município de Mesquita, na Baixada Fluminense.
A Polícia tenta encontrar os materiais cirúrgicos utilizados durante o procedimento estético feito pela técnica em segurança do trabalho.
Entre os alvos, a enfermeira e instrumentadora cirúrgica Sabrina Rabetin Serri.
A profissional participou da hidrolipoaspiração, que terminou com a morte da jovem Marilha Menezes Antunes, de 28 anos.
Ela prestou depoimento por mais de duas horas dias após o caso que aconteceu na clínica Amacor, em Campo Grande, na Zona Oeste, e ficou em silêncio na saída da delegacia.
A operação foi deflagrada após a Delegacia do Consumidor identificar mais falhas durante a cirurgia. Os policiais coletam novas provas para concluir a investigação.
A Justiça do Rio também expediu mandados de busca e apreensão contra a mulher apontada como captadora de clientes nas redes sociais e que faz parte do grupo de José Emílio de Brito.
O cirurgião plástico está preso de forma temporária. Ele é acusado de falsear a declaração de óbito da Marilha Menezes Antunes.
O médico tinha dito que a morte foi causada por broncoaspiração, seguida de parada cardiorrespiratória. No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal apontou sete perfurações, sendo duas no rim esquerdo e na cavidade abdominal.
Para a Polícia Civil, o grupo que trabalha com o cirurgião plástico fazia a captação de clientes e sabia das condições oferecidas pelo médico durante os procedimentos.
José Emílio de Brito vai responder pelos crimes de homicídio e falsidade ideológica. No dia seguinte à morte, duas funcionárias da clínica chegaram a ser presas em flagrante por crime contra relação de consumo, mas pagaram fiança e respondem em liberdade.
A clínica onde o procedimento ocorreu foi interditada após os policiais encontrarem medicamentos vencidos no centro cirúrgico, na farmácia do hospital e, principalmente, no carrinho de parada cardíaca, que estava no local em que a vítima morreu.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


