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Polícia investiga clínica e médico por morte de jovem em Campo Grande

Inquérito apura negligência, material vencido e possível falsificação de óbito

João Boueri
JOÃO BOUERI

23/09/2025 • 13:05 • Atualizado em 23/09/2025 • 13:05

O processo segue sob sigilo.

O processo segue sob sigilo.

Reprodução/TV Band

A Polícia Civil instaurou um inquérito à parte para investigar a possível negligência da Clínica Amacor, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, na realização de procedimentos estéticos. O centro cirúrgico, o ambulatório e a farmácia do espaço já tinham sido interditados pelos agentes.

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O dono da clínica já foi ouvido e apresentou um contrato de locação do espaço com o médico José Emílio de Brito, válido desde 2022. Segundo a Delegacia do Consumidor, há indícios de responsabilidade da clínica na prestação dos serviços, bem como a disponibilização de insumos e medicamentos.

Parte do material foi encontrado vencido durante a fiscalização da Polícia Civil no dia seguinte à morte da jovem de 28 anos, Marilha Menezes Antunes. Na segunda-feira (22), o delegado responsável pela investigação ouviu a farmacêutica da clínica. Para esta terça-feira (23), a responsável técnica da farmácia é aguardada para prestar depoimento.

Ao todo, cerca de 30 pessoas já foram ouvidas pela Polícia, que estuda indiciar parte da equipe médica do cirurgião plástico José Emílio de Brito.

O médico segue preso de forma temporária por 30 dias pela morte da técnica em segurança do trabalho. O caso aconteceu no dia 8 de setembro.

Na decisão que mandou prender o médico, a juíza Alessandra da Rocha Lima afirmou que, em liberdade, José Emílio poderia atrapalhar as investigações e voltar a cometer crimes. A magistrada também determinou a quebra dos sigilos telefônico e telemático do investigado.

Segundo as investigações, José Emílio falseou a declaração de óbito da vítima para que o corpo fosse encaminhado para a funerária e não para o Instituto Médico Legal.

O cirurgião plástico tinha dito que Marilha morreu após uma broncoaspiração, seguida de parada cardiorrespiratória. Mas, o exame de necrópsia do IML apontou sete perfurações, sendo duas na cavidade abdominal e no rim esquerdo, e uma hemorragia interna.

O Conselho Regional de Medicina do Rio disse que abriu sindicância para apurar a conduta do profissional. O processo segue sob sigilo.

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