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Polícia nega ida a apartamento de argentina investigada por injúria racial

Corporação rebate declaração do pai da advogada e diz que não houve abordagem

João Boueri
JOÃO BOUERI

20/01/2026 • 16:25 • Atualizado em 20/01/2026 • 16:25

Agostina Paz

Agostina Paz

Reprodução/Band

A Polícia Civil do Rio afirma que não entrou no apartamento onde está Agostina Paez, argentina investigada por injúria preconceituosa racial. A declaração foi feita após o pai da advogada dizer ao jornal La Nación que “falsos policiais” teriam ido ao imóvel nesta terça-feira (20), se identificando como agentes.

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Em nota, a corporação negou a informação e afirmou que não vai se intimidar por declarações falsas ou por tentativas de descredibilizar o trabalho da polícia. A Polícia Civil reforçou ainda que racismo é crime e será tratado com a devida gravidade.

Até a manhã desta terça-feira (20), Agostina Paez ainda não havia colocado a tornozeleira eletrônica determinada pela Justiça do Rio na semana passada. O passaporte dela também foi apreendido. Ao La Nación, o pai da advogada afirmou considerar as medidas extremas.

O caso ocorreu no dia 14 de janeiro. Agostina Paez foi flagrada em um vídeo dizendo a palavra “monos”, que significa “macacos” em espanhol. Em seguida, ela aparece fazendo gestos corporais e sons que imitam o animal.

Na segunda-feira (19), o funcionário que afirma ter sido alvo das ofensas voltou a ser ouvido pelos investigadores. Segundo o depoimento, os insultos começaram no momento do pagamento da conta da advogada, que estava acompanhada de amigas em um bar.

A Polícia Civil também vai analisar imagens das câmeras internas do estabelecimento. A investigação deve ser concluída até quinta-feira (22).

Nas redes sociais, o bar onde o caso aconteceu informou que repudia qualquer prática de racismo ou discriminação e afirmou que o funcionário envolvido está recebendo o apoio necessário por parte do estabelecimento.

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