
Menina foi baleada e tem quadro de saúde grave
Reprodução
A Polícia Civil tenta identificar de onde partiu o tiro que acertou uma menina de 13 anos na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, na noite de quinta-feira (13).
Ana Beatriz Barcelos do Nascimento passou por uma cirurgia de quase quatro horas no Hospital Municipal Evandro Freire, na mesma região, e foi transferida para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, que tem UTI pediátrica. O quadro de saúde dela é considerado grave.
De acordo com familiares, ela estava voltando a pé de uma aula de balé em uma ONG no Morro dos Bancários, onde mora, quando foi baleada nas costas. O tiro atingiu o pulmão e o baço.
A jovem faz balé há dois anos e tem o sonho de se tornar uma bailarina profissional. Ela é descrita pela família como estudiosa, dedicada e disciplinada.
Segundo a Polícia Militar, equipes do batalhão da região estavam no local para verificar denúncias sobre extorsões de traficantes contra motoristas de aplicativo, mas os agentes foram atacados a tiros pelos criminosos e houve confronto.
Um motorista, que também mora na região e teve a identidade preservada, conta que os tiroteios têm sido cada vez mais frequentes. Os traficantes agora ameaçam os trabalhadores e exigem pagamentos semanais de 60 a 150 reais para poderem circular.
Em agenda nesta sexta-feira (14), o governador Cláudio Castro destacou que todos os protocolos foram respeitados durante a ação que terminou com a adolescente atingida.
Os policiais afirmam que só souberam que a menina tinha sido baleada após o tiroteio. Os militares foram ouvidos pela delegacia da região, que investiga o caso.
As armas utilizadas pelos agentes foram apreendidas e encaminhadas para perícia. Os investigadores também vão analisar as imagens das câmeras dos uniformes. De acordo com a PM, os policiais estavam usando os equipamentos.
As investigações contam com o apoio da Delegacia de Homicídios da Capital. A Corregedoria da Polícia Militar também instaurou um procedimento para apurar o caso.
Segundo o Instituto Fogo Cruzado, 16 adolescentes foram baleados na Região Metropolitana do Rio apenas neste ano, sendo que nove deles morreram.
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