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Três suspeitos de matar policial civil em Niterói são presos, dois são policiais militares

O investigador da delegacia de Madureira, na Zona Norte do Rio, Carlos José Queiroz Viana foi assassinado na porta de casa

CLARA NERY

06/10/2025 • 08:25 • Atualizado em 06/10/2025 • 08:25

Investigação da Delegacia de Homicídios levou à prisão dos suspeitos em menos de 24 horas

Investigação da Delegacia de Homicídios levou à prisão dos suspeitos em menos de 24 horas

Divulgação/Polícia Civil

A Delegacia de Homicídios de Niterói acredita que o assassinato de um policial civil em Piratininga pode ter sido motivado por uma retaliação ao trabalho do agente na região. Para a Polícia Civil, o crime pode se tratar de uma execução.

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Três criminosos responsáveis pela morte do agente foram presos pela Delegacia de Homicídios da região. Entre eles há dois policiais militares.

O investigador da delegacia de Madureira, na Zona Norte do Rio, Carlos José Queiroz Viana foi assassinado na porta de casa.

Segundo o relato de testemunhas, o policial foi tirar o lixo de casa, por volta de 6h30, quando foi executado.

Um amigo da vítima, que teve a identidade preservada, conta que Carlos era muito querido por todos.

Os suspeitos foram localizados em Xerém, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Com eles, foram encontradas armas com calibre compatível ao utilizado no crime. Eles também estavam com um veículo roubado.

Já o carro utilizado na execução, foi incendiado pelos bandidos e encontrado pelos agentes na região.

Uma perícia inicial feita pela polícia constatou que foram efetuados 12 disparos contra o policial. Um deles atingiu a cabeça da vítima e outro o portão da casa.

Agora, as investigações seguem para apurar a motivação do homicídio e outros possíveis envolvidos. O policiamento foi reforçado no bairro.

Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria Geral da Corporação acompanhou o cumprimento da prisão em flagrante contra os dois policiais, que vão ser transferidos para Unidade Prisional da PM, também em Niterói. Ainda segundo a corporação, eles vão responder a um processo administrativo.

Durante agenda nesta segunda (6), o governador Cláudio Castro afirmou que, caso o envolvimento seja comprovado, os policiais militares vão receber o que chamou de punição severa.

Com esse caso, subiu para 108 o número de agentes de segurança baleados no Grande Rio em 2025. Segundo dados do Instituto Fogo Cruzado, desses 53 morreram e 55 ficaram feridos.

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