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Policial do Choque baleado em confronto com criminosos na Zona Oeste do Rio está fora de perigo

Ele foi socorrido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e depois foi transferido para o Hospital Central da PM

Pedro Dobal
PEDRO DOBAL

29/04/2025 • 16:10 • Atualizado em 29/04/2025 • 16:10

Hospital Central da PM

Hospital Central da PM

Reprodução

Está fora de perigo o policial do Batalhão de Choque que foi baleado durante um confronto com criminosos na comunidade da Tijuquinha, no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio. O tiroteio aconteceu na madrugada desta terça-feira (29). Segundo a Polícia Militar, equipes faziam patrulhamento na região quando se depararam com bandidos armados e houve confronto. O agente foi atingido no braço. Ele foi socorrido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e depois foi transferido para o Hospital Central da PM, no Estácio. Segundo o Instituto Fogo Cruzado, o policial foi o 45º agente de segurança baleado na Região Metropolitana do Rio apenas neste ano, um aumento de 45% em relação ao mesmo período do ano passado. A comunidade da Tijuquinha é uma das que vivem a disputa sangrenta entre milicianos e traficantes no Rio de Janeiro. Enquanto o tráfico atua em grande parte das comunidades da Zona Norte, da Zona Sul e da Região Central, na Zona Oeste cerca de 80% das áreas são dominadas pela milícia, mas o Comando Vermelho tem avançado em diferentes comunidades. Para moradores e comerciantes, a escalada das disputas se traduz na cobrança de ainda mais taxas da população. É o que explica o delegado Álvaro Gomes. Na semana passada, a BandNews FM revelou que a cobranças dos milicianos vão além das conhecidas taxas sobre produtos ou serviços como internet, TV a cabo e gás de cozinha. Até itens básicos como a farinha de trigo passaram a ser taxados pelos bandidos. Em Rio das Pedras, também na Zona Oeste, os criminosos ainda encontraram outra fonte de renda: a instalação de portões nas ruas da comunidade, com a cobrança de 400 reais por cada cópia das chaves, além de uma mensalidade de 50 reais.

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