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Policial militar que matou colega diz não lembrar do crime; Justiça converte prisão

Sargento da PM alega amnésia após matar amigo e padrinho de casamento durante discussão em bar no Rio

João Boueri
JOÃO BOUERI

20/10/2025 • 12:29 • Atualizado em 20/10/2025 • 12:29

O PM Willian Amaral atirou no companheiro de trabalho após discussão

O PM Willian Amaral atirou no companheiro de trabalho após discussão

Reprodução

O policial militar preso por matar o colega de trabalho e padrinho de casamento afirmou, em depoimento, que não se lembra do que aconteceu. O terceiro-sargento da PM, Willian Amaral da Conceição, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça do Rio de Janeiro durante audiência de custódia.

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O crime ocorreu na madrugada de domingo (19), em Vila Valqueire, na Zona Oeste da capital fluminense. Câmeras de segurança registraram o momento em que Willian e o também policial militar Eduardo Filipe Santiago Ferreira saem de um carro e iniciam uma troca de tiros.

As imagens mostram os dois descendo do veículo e entrando em confronto armado. A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso. As armas dos policiais foram apreendidas. Ambos estavam de folga no momento do crime.

O sistema de vigilância chegou a captar o áudio da discussão. Na gravação, é possível ouvir a vítima tentando convencer o colega a desistir de atirar.

Momentos antes, os dois haviam gravado um vídeo juntos, aparentemente sob efeito de álcool.

Eduardo morreu no local, atingido por pelo menos cinco disparos. Willian foi levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, e posteriormente transferido para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, região central do Rio.

Em depoimento, o sargento afirmou que ele e Eduardo eram amigos íntimos e padrinhos de casamento um do outro. Segundo Willian, os dois se encontraram em um bar na tarde de sábado (18), a convite da vítima.

Depois, seguiram para a casa de Eduardo para deixar uma motocicleta e, em seguida, seguiram de carro em direção ao Parque Madureira Mestre Monarco, na Zona Norte, onde participariam de um evento. Por causa da chuva, os dois voltaram para outro bar em Vila Valqueire. Ainda segundo o suspeito, após fecharem a conta com bebidas alcoólicas, ele não se lembra do que aconteceu.

Em conversa informal com outro policial, Willian chegou a afirmar que os dois teriam sido vítimas de uma tentativa de assalto momentos antes do crime. No entanto, a versão foi descartada por testemunhas ouvidas pela polícia, que negaram qualquer ocorrência semelhante na região.

A Delegacia de Homicídios já identificou vestígios de confronto no interior do veículo, incluindo danos internos e manchas compatíveis com sangue humano.

Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral da corporação acompanha o caso. Já a Polícia Civil afirma que segue com diligências para esclarecer todos os fatos.

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