Postos investigados por lavagem de dinheiro passam a aceitar apenas espécie
BandNews FM encontrou estabelecimentos fechados e outros que recusavam cartão e Pix após operação da PF

Postos de combustíveis em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, investigados por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro, passaram a aceitar apenas pagamentos em dinheiro. A situação foi constatada pela reportagem da BandNews FM nesta sexta-feira (10).Dos postos visitados, apenas dois aceitavam todas as formas de pagamento, incluindo cartão e Pix. Outros dois recebiam apenas dinheiro em espécie. Em um deles, em Pendotiba, um frentista informou que a mudança ocorreu porque o estabelecimento estava sem internet.Em outro posto, um aviso fixado na bomba informava que o pagamento só poderia ser feito em dinheiro.A reportagem também encontrou três postos fechados, cercados por cones e fitas. Em um deles, localizado na Avenida Quintino Bocaiúva, em São Francisco, um aviso em uma das bombas informava que o estabelecimento aceitava apenas dinheiro em espécie.Segundo pesquisas feitas a partir dos endereços e dos CNPJs das empresas, todos os postos visitados têm como sócias Luana Oliveira e Luisi Correa Pinho.As duas são relacionadas pela Polícia Federal a investigados na sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada nesta semana. De acordo com a PF, elas seriam utilizadas como "laranjas" em um esquema de lavagem de dinheiro para ocultar os verdadeiros proprietários dos postos, apontados como os policiais civis Pablo Jukia e José Carlos Alves.Outro nome que aparece no quadro societário dos estabelecimentos é o de Renivaldo Vieira Granja Junior, apontado pela Polícia Federal como administrador dos postos. Segundo a investigação, ele seria responsável pela gestão administrativa do esquema.A BandNews FM tenta contato com as defesas dos citados.
