
Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro
Reprodução
Ao menos quatro militares do Corpo de Bombeiros que foram denunciados após um desdobramento da Operação Ingenium, realizada em dezembro de 2017, foram promovidos ao cargo de Major da Corporação e passam a ganhar cerca de R$ 15 mil. Alessandro Godinho de Almeida Britto, Bruno Cruz Campos, Ramon Rodrigo Silva Vieira e Raonny Baptista Vieira chegaram a ser impedidos de exercerem funções públicas por meio de um decreto estadual em 2021. No entanto, uma decisão judicial do ano passado determinou o retorno dos oficiais às atividades administrativas. Os quatro militares eram capitães do Corpo de Bombeiros.
A promoção dos oficiais foi publicada no Diário Oficial do Governo do Rio no dia 21 de abril. Eles ganhavam cerca de R$ 10 mil antes.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Raoony Baptista Vieira é acusado de prevaricação, ao deixar de notificar um hospital em Duque de Caxias que funcionava sem alvará. Ele teria atendido pedido de dois tenentes-coronéis que são acusados de corrupção passiva. Um dos oficiais teve quebra de sigilo telefônico, onde foi constatada a atuação como intermediário para negociação e liberação de documentos mediante pagamento de propina.
Ramon Rodrigo Silva Vieira foi denunciado pela cobrança de propinas para legalizar empreendimentos sem exigências de segurança e responde pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva.
Os quatro militares chegaram a ser presos, mas foram liberados pela Justiça e respondem em liberdade. Os processos judiciais tramitam sob sigilo.
Em nota, o Corpo de Bombeiros disse que as promoções seguiram os critérios legais estabelecidos pela legislação, sendo todas exclusivamente pelo tempo de exercício no posto. A Corporação destacou ainda que respeita o princípio constitucional da presunção de inocência e que ninguém será considerado culpado até a decisão condenatória.
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