
Operação arma de gel
Divulgação/Polícia Civil
As mais de 500 armas de gel apreendidas pela Polícia Civil do Rio em uma rede de lojas infantis vão passar por perícia. A operação da Delegacia da Defesa do Consumidor aconteceu nesta terça-feira (29) para coibir a venda irregular do produto.
Nas redes sociais da loja Gamelândia, a venda de armas de gel parecidas com fuzis AK-47, usados por grupos paramilitares durante confrontos, e fuzis M16, como os usados pelas forças armadas dos Estado Unidos, eram divulgadas ao público. Em uma das publicações, um dos sócios da loja, que teve a identidade preservada, explica como ar armas funcionam.
Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em filiais na capital fluminense e em Niterói, na Região Metropolitana. De acordo com a Polícia Civil, a venda dessas armas em estabelecimentos dedicados ao público infantil é proibida. O produto só pode ser vendido em lojas especializadas como explica o delegado Weliington Vieira.
Até um tutorial foi divulgado pelo estabelecimento ensinando como montar a arma. Em outro registro gravado na China, o sócio ainda conversa com um revendedor mostrando o produto que seria levado para o Brasil.
A Polícia Civil agora tenta identificar a procedência dos materiais para intimar os fabricantes e fornecedores para prestarem esclarecimentos.
Por não serem consideradas réplicas de armas de fogo, as armas de gel são vendidas livremente na internet ou no comércio de rua. No entanto, de acordo com o Inmetro esse tipo de produto não é brinquedo e é impróprio para o consumo.
Um projeto de lei que visa proibir a fabricação, comercialização e distribuição de armas de gel no estado do Rio tramita na Assembleia Legislativa do Rio.
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