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Rei Momo recebe chave da cidade e assume simbolicamente o Rio até a Quarta-feira de Cinzas

A cerimônia ocorreu na tarde desta sexta-feira (28), no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio

Pedro Dobal
PEDRO DOBAL

28/02/2025 • 17:47 • Atualizado em 28/02/2025 • 17:47

Rei Momo recebe chave da cidade

Rei Momo recebe chave da cidade

Foto - Alexandre Macieira - Riotur

Tradição renovada! Até a quarta-feira de cinzas, quem dá as ordens, simbolicamente, no Rio de Janeiro é o Rei Momo, que recebeu das mãos do prefeito Eduardo Paes a chave da cidade.

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A cerimônia ocorreu na tarde desta sexta-feira (28), no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

No discurso, Paes classificou a folia do Rio como a maior das galáxias

Cria da Mangueira, o comerciante Kaio Mackenzie vai reinar pelo segundo ano consecutivo.

Além do Rei Momo, também foram coroadas a rainha do Carnaval Thuane Werneck, da Vila Isabel; a primeira princesa Rhuanda Monteiro, da Mangueira; e a segunda princesa Jéssica Costa, da Força Jovem Vasco.

A novidade deste ano é a inclusão de três novos postos na Corte do Samba, muso, musa e pessoa não-binária. Todos foram escolhidos por meio de um concurso feito no ano passado.

Letícia Valentinni, eleita pessoa não-binária, ressalta a importância da representatividade em meio à folia carioca.

A chave dourada que simboliza o período de festa e alegria está há mais de duas décadas sob os cuidados dos herdeiros do mestre Candonga, personagem histórico do Carnaval e quem teve a ideia de fazer uma chave definitiva para a cidade, como explica o filho dele, Maurício Candonga.

O evento contou com a participação de representantes de diferentes escolas, da Banda Sinfônica da Guarda Municipal e também da Furacão Vermelho e Branco, a bateria da Viradouro, a atual campeã do Grupo Especial.

A tradição do Rei Momo no Carnaval carioca começou em 1933, quando o jornalista Moraes Cardoso foi escolhido para representar o personagem. O reinado durou até a morte dele, em 1948. Depois, os reis passaram a ser eleitos em votações entre jornalistas e sambistas ou com a participação do público.

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