
Rei Momo recebe chave da cidade
Foto - Alexandre Macieira - Riotur
Tradição renovada! Até a quarta-feira de cinzas, quem dá as ordens, simbolicamente, no Rio de Janeiro é o Rei Momo, que recebeu das mãos do prefeito Eduardo Paes a chave da cidade.
A cerimônia ocorreu na tarde desta sexta-feira (28), no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.
No discurso, Paes classificou a folia do Rio como a maior das galáxias
Cria da Mangueira, o comerciante Kaio Mackenzie vai reinar pelo segundo ano consecutivo.
Além do Rei Momo, também foram coroadas a rainha do Carnaval Thuane Werneck, da Vila Isabel; a primeira princesa Rhuanda Monteiro, da Mangueira; e a segunda princesa Jéssica Costa, da Força Jovem Vasco.
A novidade deste ano é a inclusão de três novos postos na Corte do Samba, muso, musa e pessoa não-binária. Todos foram escolhidos por meio de um concurso feito no ano passado.
Letícia Valentinni, eleita pessoa não-binária, ressalta a importância da representatividade em meio à folia carioca.
A chave dourada que simboliza o período de festa e alegria está há mais de duas décadas sob os cuidados dos herdeiros do mestre Candonga, personagem histórico do Carnaval e quem teve a ideia de fazer uma chave definitiva para a cidade, como explica o filho dele, Maurício Candonga.
O evento contou com a participação de representantes de diferentes escolas, da Banda Sinfônica da Guarda Municipal e também da Furacão Vermelho e Branco, a bateria da Viradouro, a atual campeã do Grupo Especial.
A tradição do Rei Momo no Carnaval carioca começou em 1933, quando o jornalista Moraes Cardoso foi escolhido para representar o personagem. O reinado durou até a morte dele, em 1948. Depois, os reis passaram a ser eleitos em votações entre jornalistas e sambistas ou com a participação do público.
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