
Retirada dos corpos em megaoperação
Tomaz Silva/Agência Brasil
Um relatório técnico do Ministério Público do Rio de Janeiro aponta que os mortos durante a megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão tinham idade média entre 20 e 30 anos, e apresentavam ferimentos compatíveis com projéteis de fuzil.
Muitos usavam uniformes camuflados, botas operacionais, coletes com porta-carregadores e luvas típicas de atiradores. A maioria tinha tatuagens, algumas associadas a facções criminosas e à hostilidade contra policiais.
Ainda de acordo com o relatório, foram encontradas munições, porções de erva prensada e celulares nos bolsos de algumas vestimentas.
O documento também cita indícios de lesões atípicas, fora do contexto esperado para um confronto, em pelo menos dois dos corpos.
De acordo com o documento, obtido pela BandNews FM, em um deles, havia marcas compatíveis com disparo de arma de fogo à curta distância. No outro, havia ferimento causado por projétil de arma de fogo à distância, mas também sinais de decapitação.
Não está descartada a possibilidade de que as lesões tenham sido feitas após a saída das Polícias Militar e Civil das comunidades.
O relatório foi elaborado pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT/CI2) do MPRJ, com base em exames de necropsia acompanhados por técnicos do órgão no Instituto Médico Legal entre os dias 28 e 30 de outubro.
O MP recomendou uma análise minuciosa das imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes durante a operação e do escaneamento do ambiente onde houve o confronto, com o objetivo de complementar a análise pericial e compreender a dinâmica dos fatos.
A equipe técnica do órgão ainda aguarda os laudos periciais completos e o resultado da identificação dos corpos para cruzar as informações com os registros de cada vítima.
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