Bandnews FM
BandNews FM Rio

Relatório do MP aponta que parte dos mortos em megaoperação tinha tatuagens com alusão ao crime

Documento detalhe presença de uniformes camuflados, botas operacionais, coletes com porta-carregadores e luvas típicas de atiradores em corpos dos criminosos

Carine Roma
CARINE ROMA

13/11/2025 • 09:16 • Atualizado em 13/11/2025 • 09:16

Retirada dos corpos em megaoperação

Retirada dos corpos em megaoperação

Tomaz Silva/Agência Brasil

Um relatório técnico do Ministério Público do Rio de Janeiro aponta que os mortos durante a megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão tinham idade média entre 20 e 30 anos, e apresentavam ferimentos compatíveis com projéteis de fuzil.

Compartilhar

Muitos usavam uniformes camuflados, botas operacionais, coletes com porta-carregadores e luvas típicas de atiradores. A maioria tinha tatuagens, algumas associadas a facções criminosas e à hostilidade contra policiais.

Ainda de acordo com o relatório, foram encontradas munições, porções de erva prensada e celulares nos bolsos de algumas vestimentas.

O documento também cita indícios de lesões atípicas, fora do contexto esperado para um confronto, em pelo menos dois dos corpos.

De acordo com o documento, obtido pela BandNews FM, em um deles, havia marcas compatíveis com disparo de arma de fogo à curta distância. No outro, havia ferimento causado por projétil de arma de fogo à distância, mas também sinais de decapitação.

Não está descartada a possibilidade de que as lesões tenham sido feitas após a saída das Polícias Militar e Civil das comunidades.

O relatório foi elaborado pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT/CI2) do MPRJ, com base em exames de necropsia acompanhados por técnicos do órgão no Instituto Médico Legal entre os dias 28 e 30 de outubro.

O MP recomendou uma análise minuciosa das imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes durante a operação e do escaneamento do ambiente onde houve o confronto, com o objetivo de complementar a análise pericial e compreender a dinâmica dos fatos.

A equipe técnica do órgão ainda aguarda os laudos periciais completos e o resultado da identificação dos corpos para cruzar as informações com os registros de cada vítima.

Tópicos relacionados