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Responsáveis de alunos do CAP-Uerj cobram retorno das aulas

Paralisação já dura duas semanas e pode impactar calendário letivo; técnicos também vão aderir ao movimento nesta quinta-feira (9)

João Boueri
JOÃO BOUERI

08/04/2026 • 11:48 • Atualizado em 08/04/2026 • 11:48

Greve de professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro também afeta o calendário de aulas dos estudantes do Colégio de Aplicação da Uerj

Greve de professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro também afeta o calendário de aulas dos estudantes do Colégio de Aplicação da Uerj

Reprodução/Redes Sociais

A greve de professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro também afeta o calendário de aulas dos estudantes do Colégio de Aplicação da Uerj. Na manhã desta quarta-feira (8), responsáveis de alunos procuraram a reportagem da BandNews FM.

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A paralisação das atividades começou no dia 25 de março e já dura duas semanas, sem previsão de normalização. A Associação dos Docentes cobra recomposição salarial e do orçamento da universidade.

Nesta quinta-feira (9), os técnicos universitários também vão aderir a greve para cobrar o retorno dos auxílios à educação e saúde suspensos há três anos. No mesmo dia, os profissionais vão participar de um ato na sede da Assembleia Legislativa, no Centro do Rio.

Mãe de um aluno de 11 anos do CAP-Uerj, a bancária Renata Silva disse que a alegria da aprovação do filho para o Colégio de Aplicação durou pouco.

Foi uma alegria, uma conquista pessoal dele, através de prova e também de um sorteio. A minha casa celebrou este momento, mas a alegria durou pouco. A escola está em greve desde o dia 25, sem previsão de retorno. Agora a parte administrativa também desenha um novo modelo também para entrar em greve. O momento não é o melhor não, a gente está aí sem governo, sem previsão também de definir o governo do estado do Rio de Janeiro para assinar a demanda dos professores. Eu entendo tudo que os professores estão pedindo, mas a gente não tem para quem reivindicar nesse momento.

Os estudantes da UERJ á avaliam perder as férias de meio do ano e de final do ano para recompor as aulas perdidas.

Na manhã de terça-feira (7), os professores se reuniram com deputados estaduais para discutir a situação orçamentária da universidade.

Na semana passada, a reitora Gulnar Azevedo também pediu uma uma reunião com o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, para tratar de assuntos "urgentes" da Uerj.

Em nota, a UERJ disse que precisa cumprir a sua missão educacional, científica, tecnológica e de prestação de serviços à sociedade. A universidade ainda acrescentou que segue procurando dialogar com os diferentes setores, tentando encontrar soluções que garantam as condições do seu pleno funcionamento.

Procurado, o Governo do Rio afirmou que trabalha para garantir a saúde financeira do Estado, e, ao mesmo tempo, implementar políticas de valorização do funcionalismo, por meio de uma gestão planejada, de medidas para equilibrar despesas e receitas e de ações para aumentar a arrecadação.

Ainda de acordo com o Estado, haverá ajuste no processo de adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados e que o Rio encontra-se sob as regras do Regime de Recuperação Fiscal, sob efeito de liminar, com um cenário fiscal ainda desafiador sob o princípio do equilíbrio das contas públicas.

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