
A situação é parecida em outros bairros da zona norte. no engenho da rainha, ouvintes relataram lojas fechadas na estrada Adhemar Bebiano
Tomaz Silva/Agência Brasil
No dia seguinte à operação mais letal da história do país, o Rio de Janeiro amanhece com ruas vazias e com o comércio de portas fechadas. Já na Penha, na Zona Norte do Rio, a sensação era de medo entre moradores e comerciantes. a todo o momento, a reportagem da BandNews flagrou viaturas, camburões e rabecões passando pelo bairro.
Mais de 100 pessoas morreram durante a mega operação das polícias militar e civil nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense.
No bairro da Penha, as agências bancárias tinham um aviso na entrada sobre a falta de segurança e não abriram, assim como todo o comércio da avenida Brás de Pina, uma das principais da região. a orientação, desde ontem, é de que as lojas permaneçam fechadas.
A recepcionista Geórgia Gonçalves não conseguiu abrir o consultório médico em que trabalha.
A situação é parecida em outros bairros da Zona Norte. no engenho da rainha, ouvintes relataram lojas fechadas na estrada Adhemar Bebiano. A via foi uma das mais impactadas pelas ações de criminosos em retaliação a operação policial.
Uma ouvinte, que teve a identidade preservada e a voz alterada, contou que criminosos ordenaram o fechamento de estabelecimentos.
Durante a tarde, moradores começaram a relatar a reabertura de lojas em bairros como olaria. no complexo da Penha e do Alemão, as aulas presenciais da rede municipal foram suspensas, seguindo um protocolo criado em parceria com a cruz vermelha. Seis escolas do estado não abriram, assim como universidades públicas e particulares. No entanto, o transporte público funcionou normalmente.
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