
Doação de órgãos
Reprodução
O Rio de Janeiro é o segundo estado do país com mais formalizações do desejo de doação de órgãos, atrás apenas de São Paulo. Desde abril de 2024, os cidadãos podem manifestar a vontade de doar por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, lançada pelo Colégio Notarial do Brasil.
Foram mais de 1.200 registros desde então. A vontade pode ser manifestada pela internet, de forma gratuita, pela plataforma e-Notariado.
Hoje, mais de 42 mil pessoas estão na fila por um transplante de órgão no país.
Para explicar como e quem pode doar órgãos, a Rede D'Or realiza uma campanha no Setembro Verde, de conscientização sobre o ato. Nessa sexta-feira (26), uma equipe vai estar na frente do Museu do Amanhã, na Zona Portuária do Rio, das 10h às 18h. Por causa da ação, a entrada de visitantes no espaço vai ser gratuita.
Um dos profissionais participantes é o cirurgião Eduardo Fontena, especialista em transplantes de pulmão, que lembra que a decisão final de doar os órgãos de um paciente que morreu é da família.
Nessa quinta-feira (25), a Daniele, profissional de RH, teve alta do hospital, depois de passar por um transplante de pulmão.
Há seis anos com um problema no órgão, nunca completamente diagnosticado, ela teve medo no início, mas percebeu que o procedimento seria o responsável pelo seu renascimento.
Já o servidor público Daniel Belmiro resolveu doar um rim para o irmão, que estava com o órgão comprometido e conta que, desde então, sabe que quer ser um doador oficial.
Mais de duas mil e quinhentas pessoas estão na fila por um órgão no Rio de Janeiro. No Brasil, são mais de 42 mil. A doação de uma só pessoa pode impactar até oito vidas.
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