
A vigilância laboratorial confirma a co-circulação de diferentes vírus respiratórios no município
Reprodução
O município do Rio de Janeiro vem registrando, desde a Semana Epidemiológica (SE) 37, um aumento expressivo nos atendimentos por síndrome gripal leve em unidades de saúde distribuídas por toda a cidade. O avanço ocorre em meio à maior circulação do vírus influenza A H3N2.
Dados da Secretaria Municipal de Saúde indicam que, até a SE 46, a capital contabilizou 7.683 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2025. O total supera os 5.755 registros feitos no mesmo período de 2024, apontando para um crescimento significativo das infecções respiratórias neste ano.
A vigilância laboratorial confirma a co-circulação de diferentes vírus respiratórios no município. Entre as amostras positivas, influenza A aparece em 37,5% dos casos, seguido por rinovírus (22,5%) e metapneumovírus (17,5%). Apenas nos casos relacionados à influenza, os registros de SRAG passaram de 671 em 2024 para 973 em 2025.
Apesar da intensificação da circulação viral, a cobertura vacinal contra a gripe na cidade permanece abaixo do ideal. Até o momento, apenas 49,7% do público-alvo foi imunizado - índice considerado insuficiente para reduzir de maneira efetiva a transmissão.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da vacinação e alerta para cuidados preventivos, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
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