Rio de Janeiro

Rio registra 1ª morte por febre oropouche em 2025; especialista alerta para avanço da doença

Com mais de 1.500 casos no estado, infecção com sintomas parecidos aos da dengue preocupa autoridades

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19/05/2025 15:40 • Atualizado há 524 dias

Rio registra 1ª morte por febre oropouche em 2025; especialista alerta para avanço da doença

Diante da primeira morte no Rio de Janeiro causada pela febre oropouche em 2025, especialistas fazem um alerta sobre a propagação da doença. Mais de 1.500 casos confirmados já foram registrados no estado somente neste ano.Com sintomas parecidos com os da dengue, a febre oropouche causa dor de cabeça, nas articulações, dor muscular e calafrios, podendo chegar a quadros de náuseas e vômitos, além do quadro febril.O principal vetor da doença é o mosquito conhecido como Maruim, que se prolifera em áreas de mata e de plantação. O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, diz que é importante evitar o acúmulo de matéria orgânica.

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A gente tem um grande problema em relação ao Maruim. Primeiro que a proliferação dele, ela não se dá nesse esquema de água, como do Aedes, mas sim em áreas de plantação, principalmente banana e cana. Então, aquelas áreas que têm restos de plantação, ele se multiplica com muita facilidade. E um dos problemas é que ele não responde aos repelentes. Então, é um problema que o manejo dessa doença, ele se dá muito mais pelas condições locais, reduzir acúmulo de matéria orgânica, de restos de plantação.

Apesar disso, o infectologista e professor da UERJ, Marcos do Lago, diz que o pernilongo, mais recorrente em áreas urbanas, também pode ser vetor da febre oropouche.

O principal vetor é um inseto conhecido mais como Maruim. É mais comum na região norte-nordeste do Brasil. Mas também pode ser transmitido pelo culex, que é o nosso pernilongo. O pernilongo também pode ser um vetor de transmissão. Mais recentemente, a gente tem tido um número maior de casos de oropouche aqui. E a época mais frequente é a época de chuva, onde o mosquito se reproduz mais.

A febre oropouche é considerada menos letal do que a dengue, com poucos registros de morte por ano no país, mas pode se agravar em casos de pessoas que já possuem algum tipo de comorbidade.

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