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Saída da Marquês de Sapucaí após desfiles do Grupo Especial gera reclamações

De acordo com relatos, motos e outros veículos estavam estacionados em espaços destinados aos taxis e não foram retirados pela fiscalização

Guilherme Faria
GUILHERME FARIA

03/03/2025 • 13:07 • Atualizado em 03/03/2025 • 13:07

a Secretaria Municipal de Ordem Pública afirmou que a Superintendência de Táxis tem atuado na fiscalização e no ordenamento dos bolsões de táxis no entorno do Sambódromo

a Secretaria Municipal de Ordem Pública afirmou que a Superintendência de Táxis tem atuado na fiscalização e no ordenamento dos bolsões de táxis no entorno do Sambódromo

Reprodução

Os taxistas que trabalharam na Marquês de Sapucaí na primeira noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial reclamam da falta de organização na saída do público do local. De acordo com os relatos, motos e outros veículos estavam estacionados em espaços destinados aos taxis e não foram retirados pela fiscalização.

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A categoria também reclama de motoristas de aplicativo oferecendo corridas irregularmente no local, utilizando placas. Videos e fotos feitos por taxistas que trabalharam nos arredores da Marquês de Sapucaí durante a madrugada mostram os problemas. Segundo eles, a situação já havia sido registrada nos dias de desfiles das escolas de samba da Série Ouro, na sexta-feira (28) e no sábado (1º).

"Tem um motorista da Uber que está com plaquinha em frente ao cone, na cara da Guarda Municipal, na cara do fiscal da SMTR, o cara agora mesmo tava com plaquinha ali, escrito Uber, na cara da fiscalização aqui."

"Cheio de carro aqui no abastecimento do táxi, aqui na Rua de Santana. Cara, cadê a ordem pública aqui? A galera está só querendo trabalhar, cara, trabalhar honestamente, olha aqui, olha a quantidade de carro (nos pontos de táxi)."

Os problemas também dificultaram a vida dos foliões que tentavam deixar a Marquês de Sapucaí após os desfiles. Ouvintes da BandNews FM afirmam que precisaram embarcar no meio da rua, depois de esperar muito tempo pelos carros, por conta do engarrafamento.

Há, ainda, relatos de motoristas particulares trabalhando fora do aplicativo, com taxas que chegavam a duzentos reais por pessoa em um trajeto da Marquês de Sapucaí a Copacabana, na Zona Sul.

O presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos do Rio, Hildo Braga, afirmou que a categoria não consegue seguir com a operação da forma como foi definida.

"A operação não tem condições. Por quê? Porque a gente sabe que precisa de um volume grande de táxi para poder atender esse pessoal e eles acham que com 180 carros consegue atender. Não tem condições, dá para poder atender essa população toda. Se a gente, no normal, trabalha com 4, 5 mil carros aqui, 180 parados e enfileirados, não dá para fazer trabalho dessa forma."

Procurada, a Secretaria Municipal de Ordem Pública afirmou que a Superintendência de Táxis tem atuado na fiscalização e no ordenamento dos bolsões de táxis no entorno do Sambódromo.

Ainda segundo a pasta, no sábado foram removidos 12 veículos que estavam estacionados irregularmente no local. No domingo, o órgão baseou uma equipe no local para coibir o estacionamento ilegal.

A Seop também afirmou que as fiscalizações vão seguir nos próximos dias.

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