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Santa Casa do Rio promete quitar dívidas trabalhistas em até dois anos

Recursos vêm da venda dos Trigêmeos do Flamengo, arrematados por R$ 75 milhões

João Boueri
JOÃO BOUERI

26/09/2025 • 15:23 • Atualizado em 26/09/2025 • 15:23

A Santa Casa de Misericórdia afirma que um grupo encabeçado por policiais dominou os prédios e passou a negociá-los.

A Santa Casa de Misericórdia afirma que um grupo encabeçado por policiais dominou os prédios e passou a negociá-los.

Cleomir Tavares / Diario do Rio

A Santa Casa de Misericórdia do Rio afirma que as dívidas trabalhistas da entidade serão totalmente quitadas em até dois anos. A informação foi divulgada, após a desocupação total dos três imóveis residenciais na Praia do Flamengo, na Zona Sul, que pertenciam à instituição.

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Segundo a Santa Casa, os 174 apartamentos dos dos edifícios Anchieta, Barth e Nóbrega - os Trigêmeos do Flamengo - foram desocupados. No último dia 18 de setembro, oficiais da Justiça do Trabalho foram até os imóveis para verificar o cumprimento da determinação de despejo.

Os três edifícios foram penhorados em 2020 e arrematados pelo banco BTG Pactual no ano passado pelo valor de R$ 75 milhões. O montante será utilizado para pagar 1.517 ex-funcionários da Santa Casa. O débito atualizado é de mais de R$ 160 milhões.

Segundo a Santa Casa, com a penhora dos prédios, um grupo teria começado a negociar imóveis com valor abaixo do mercado. Uma cobertura, por exemplo, foi negociada a R$ 120 mil. A denúncia é da própria entidade, que não reconhece a venda.

Mas, os moradores chegaram a garantir que a nora do atual provedor da entidade, Francisco Horta, participava e sabia das negociações. No entanto, após a decisão de despejo, os recursos movidos pelos "compradores" foram negados em instâncias superiores.

A Santa Casa de Misericórdia afirma que um grupo encabeçado por policiais dominou os prédios e passou a negociá-los.

O nome que aparece como um dos cedentes do imóvel é de Carlos Alberto Braga Júnior, apontado como principal intermediário pelos moradores. Os então compradores afirmaram que o homem se apresentava como representante da Santa Casa e próximo à advogada Juliana Horta.

Na primeira vistoria da Justiça no dia 21 de março, uma confusão entre os moradores e a nora do provedor da Santa Casa terminou com a advogada tentando impedir a gravação de um dos moradores.

Os moradores afirmam que, a partir de 2023, passaram a pagar mensalmente a taxa de água e de luz dos prédios diretamente para a advogada Juliana de Simone, que recebia os valores por meio de um pix em nome da Santa Casa de Misericórdia.

No ano passado, os prédios, que pertenciam à Santa Casa, foram arrematados pelo banco BTG durante um leilão determinado pela Justiça para pagamento dos ex-funcionários.

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