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Sargentos PM são detidos por suspeita de repassar operações a facção no RJ

Investigação aponta vazamento de informações que permitiam antecipar operações em comunidades

Da redação
DA REDAÇÃO

08/12/2025 • 11:47 • Atualizado em 08/12/2025 • 11:47

Rodolfo Henrique da Rosa e Luciano da Costa Ramos Junior

Rodolfo Henrique da Rosa e Luciano da Costa Ramos Junior

Reprodução

Dois sargentos da Polícia Militar foram presos nesta segunda-feira (8) durante a Operação Tredo, conduzida pela Polícia Federal, por suspeita de repassar informações sigilosas sobre ações contra o crime organizado. Um dos detidos é o 2º sargento Rodolfo Henrique da Rosa, que atuava no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). O outro preso é o policial militar Luciano da Costa Ramos Junior. A operação conta com apoio do próprio Bope e da Corregedoria da PM.

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Ao todo, equipes do Grupo de Investigações Sensíveis (GISE) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumprem 11 mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão. Três veículos e aparelhos celulares foram recolhidos.

As investigações tiveram início após a identificação de um militar da Marinha suspeito de fornecer drones e treinar integrantes de uma facção criminosa no uso do equipamento. A partir dessas informações, a PF rastreou agentes de segurança que, segundo os investigadores, repassavam detalhes de operações planejadas para comunidades dominadas.

Entre os alvos da operação também estão Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, apontado como uma das lideranças do tráfico no Complexo da Penha, e Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, considerado uma das principais chefias do grupo em liberdade.

Os investigados podem responder por participação em organização criminosa armada, corrupção ativa e passiva, homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e violação de sigilo funcional.

O nome da operação, “Tredo”, faz referência ao termo usado para definir alguém considerado traidor.

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