
A Secretaria de Estado de Saúde emitiu um alerta para os municípios do RJ
Marcos de Paula/Prefeitura do Rio
A Secretaria de Estado de Saúde emitiu um alerta para os municípios do RJ após a confirmação de um caso de sarampo na capital fluminense.
É o primeiro registro em 2026. A infectada é uma mulher de 22 anos que não havia se vacinado. As amostras foram analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ) e pela Fiocruz. Ela atendida em uma UPA estadual e passa bem.
De acordo com a Prefeitura do Rio, a paciente trabalha em um hotel na Zona Sul, em contato constante com turistas estrangeiros.
Após a notificação do caso foram realizadas as ações de vacinação de bloqueio na residência da mulher, no local de trabalho e no serviço de saúde, além de ter sido iniciada a varredura na área próxima à casa da paciente para identificação de possíveis outros casos e vacinação.
A vacina Tríplice Viral, que imuniza também contra o sarampo, está disponível nas 243 salas de vacinação da cidade, inclusive nas três unidades do Super Centro de Vacinação em Botafogo e nas Zonas Norte e Oeste, que funcionam de domingo a domingo em horários estendidos.
Atualmente, a cobertura vacinal para a Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) no estado do Rio de Janeiro é de 96,65% (1ª dose) e 84,39% (2ª dose). Em 2025 foi de 90,01% (1ª dose) e 69,32% (2ª dose). A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é de 95%.
Em 2025, foram notificados 377 casos suspeitos de sarampo: 375 descartados e 02 casos foram confirmados. Em 2026, até o momento, foram notificados 53 casos, sendo 01 confirmado, 40 descartados e 12 estão em investigação. Todos os casos encerrados foram pelo critério laboratorial.
Este é o segundo caso registrado no Brasil em 2026. O primeiro foi em São Paulo: uma criança de seis meses, moradora da zona norte da capital, com histórico recente de viagem a La Paz, na Bolívia, país com surto ativo da doença.
Quem pode ser vacinado?
O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses de idade, com a vacina Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a Tetra Viral (que inclui varicela).
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da Tríplice Viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade. Em situações de surto, crianças de 6 a 11 meses podem receber uma dose extra, chamada “dose zero”.
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