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Sub-registro de nascimentos cai para menos de 1% no Brasil

Dados do IBGE mostram redução histórica nos registros tardios de bebês e óbitos no país

CLARA NERY

20/05/2026 • 18:16 • Atualizado em 20/05/2026 • 18:16

Sub-registro de nascimentos cai para menos de 1% no Brasil

Sub-registro de nascimentos cai para menos de 1% no Brasil

Reprodução Agência Brasil

Pela primeira vez, a taxa de bebês não registrados no ano de nascimento ficou abaixo de 1% no Brasil. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pelo IBGE. Segundo o instituto, a taxa estimada de sub-registro de nascimentos em 2024 foi de 0,95%.

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Os dados fazem parte das Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos.

De acordo com o IBGE, o índice representa uma redução de 3,26 pontos percentuais em relação ao início da série histórica, em 2015, quando a taxa era de 4,21%. Com o resultado, o país se aproxima da meta de cobertura universal de registro de nascimentos estabelecida pela ONU.

Já a taxa estimada de sub-registro de óbitos foi de 3,40% em 2024. O percentual representa uma queda de cerca de 1,5 ponto percentual em comparação com 2015.

Segundo o instituto, os maiores percentuais de sub-registro foram registrados em estados das regiões Norte e Nordeste.

Os analistas da pesquisa afirmam que a diferença entre as regiões está relacionada a fatores como infraestrutura de saúde, quantidade de cartórios de registro civil, características demográficas e níveis de desenvolvimento socioeconômico.

No Brasil, as informações sobre nascimentos e mortes são coletadas por dois sistemas complementares: o IBGE, por meio das Estatísticas do Registro Civil, com dados dos cartórios, e o Ministério da Saúde, por meio dos sistemas de Informações sobre Nascidos Vivos e de Informações sobre Mortalidade, abastecidos por notificações feitas em unidades de saúde e serviços médicos.

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