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Suspeito da morte de policial faz parte da equipe de ataque da facção Comando Vermelho

Conhecido como " RD" ou "Gaguinho", o criminoso fazia parte da milícia da Zona Oeste

João Boueri
JOÃO BOUERI

02/04/2025 • 09:29 • Atualizado em 02/04/2025 • 09:29

Policial João Pedro Marquini Santana, de 38 anos

Policial João Pedro Marquini Santana, de 38 anos

Reprodução

Um dos suspeitos de envolvimento na morte do policial da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil faz parte de uma equipe de ataque da facção criminosa Comando Vermelho, denominada de "Os Crias" ou "Equipe RD". Contra Rodney Lima de Freitas há dois mandados de prisão preventiva pelo crime de homicídio e constituição de organização criminosa.

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Conhecido como " RD" ou "Gaguinho", o criminoso fazia parte da milícia da Zona Oeste, mas migrou para o Comando Vermelho. Segundo as investigações, a equipe de Rodney Lima de Freitas pratica homicídio por disputa territorial com milicianos na região de Campo Grande, Guaratiba e Santa Cruz.

Em um dos crimes no ano passado, RD com outros três criminosos armados renderam um casal e obrigaram a mulher a correr. A outra vítima foi colocada dentro de um porta-mala e executada. O corpo foi colocado em via pública para intimidar outros moradores da região.

O policial João Pedro Marquini Santana, de 38 anos, seria promovido à classe de Comissário de Polícia Civil, o cargo mais alto da instituição. A medida chegou a ser assinada pelo secretário Felipe Curi no dia 28 de março. Ele foi morto dois dias depois, no último domingo (30), durante ataque de criminosos em Barra da Guaratiba, na Zona Oeste.

O corpo do agente foi sepultado na tarde de terça-feira (1) no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. Um helicóptero da polícia sobrevoou o local e jogou rosas durante a cerimônia. João Pedro Marquini tinha dez anos de carreira policial e o agente tinha dez anos de carreira policial e foi destaque em um curso da Swat nos Estados Unidos. Ele faria um treinamento como atirador de elite no Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar.

O carro utilizado pelos criminosos foi encontrado e apreendido pela Polícia Civil. O Tiggo 7 era roubado e estava com a placa clonada, quando foi usado para fechar a Serra da Grota Funda. O policial não estava fardado e não usava distintivo. Ele foi atingido por cinco tiros de fuzil.

A esposa do agente, a juíza Tula Corrêa de Melo dirigia um outro automóvel, blindado. O casal estava em carros separados porque tinha levado um deles no mecânico. A magistrada conseguiu dar ré para fugir e não se feriu.

João Pedro Marquini deixa a esposa, dois filhos e dois enteados.

A Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso e tenta identificar os outros envolvidos no crime.

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