
TCE-RJ vai investigar investimentos feitos pela Cedae no Banco Master
Reprodução/Internet
O Tribunal de Contas do Estado aprova, por unanimidade, uma investigação sobre investimentos de R$ 218 milhões feitos pela Cedae no Banco Master, em 2023. O caso estava na pauta da sessão desta quarta-feira (4).
A denúncia que deu origem à análise foi enviada ao TCE pelo deputado estadual Luiz Paulo, em 2025. No documento, o parlamentar pedia que o Tribunal verificasse a regularidade das aplicações financeiras, tendo em vista o risco econômico da ação e o dever de proteção ao patrimônio público e à sustentabilidade da empresa.
Ao votar pelo prosseguimento das investigações nesta quarta-feira (4), o conselheiro-relator do caso, Rodrigo Nascimento, afirmou entender que há indícios de irregularidades nos negócios da Cedae com o banco de Daniel Vorcaro.
Tendo em vista os substanciosos indícios de irregularidades, divirjo da sugestão do corpo técnico e formulo notificações aos responsáveis para apresentação de razões de defesa sem prejuízo de apresentação de documentos aptos eventualmente a justificar as aplicações financeiras realizadas.
Em novembro do ano passado, o Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central. A Polícia Federal investiga a existência de um esquema fraudulento na instituição bancária.
Em nota, a Cedae afirmou que vai prestar todos os esclarecimentos requeridos pelo TCE e informou que as aplicações seguiram rigorosamente as normas estabelecidas pela política de aplicações financeiras, compliance e governança. A companhia disse, ainda, que os investimentos em questão foram informados mensalmente aos Conselhos de Administração e Fiscal, Comitê de Auditoria e Diretoria Executiva.
Em um outro caso envolvendo o Banco Master no Rio, o Tribunal de Contas do Estado também apura indícios de irregularidades em aplicações financeiras feitas pelo Rioprevidência na instituição bancária.
No fim do ano passado, o TCE chegou a recomendar o afastamento de Deivis Marcon Antunes da presidência do RioPrevidência. O agora ex-diretor, exonerado do posto no fim de janeiro, foi alvo de um mandado de prisão cumprido pela Polícia Federal na última terça-feira (3), no âmbito das investigações que apuram suspeita de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado do Rio.
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