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TH Joias fica em silêncio em depoimento durante ação que prendeu Bacellar

Defesa afirma que não teve acesso aos autos e que relação entre ex-deputado e presidente da Alerj era apenas política; Bacellar é acusado de vazar informações sigilosas da Operação Zargun

Gustavo Sleman
GUSTAVO SLEMAN

03/12/2025 • 15:40 • Atualizado em 03/12/2025 • 15:40

Ele foi levado ao local no âmbito da operação que também prendeu o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Rodrigo Bacellar

Ele foi levado ao local no âmbito da operação que também prendeu o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Rodrigo Bacellar

Divulgação/Alerj

O ex-deputado estadual TH Joias ficou em silêncio durante o depoimento prestado na sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, na tarde desta quarta-feira (3). Ele foi levado ao local no âmbito da operação que também prendeu o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Rodrigo Bacellar.

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Segundo o advogado Rafael Faria, agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de Thiego Raimundo dos Santos Silva, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da cidade. A defesa afirma que não teve acesso aos autos e disse não ter sido informada previamente sobre a operação desta quarta-feira. Faria reforçou ainda que a relação entre TH Joias e Bacellar era restrita a temas políticos e de convivência parlamentar.

TH Joias saiu do Complexo de Gericinó, na Zona Oeste, onde está preso desde setembro, quando foi detido acusado de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho, para prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal, na Região Portuária. Ele deixou o prédio por volta das 14h40, sem responder às perguntas dos investigadores.

A operação que prendeu o presidente da Alerj apura o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun. De acordo com as investigações, Bacellar teria avisado TH Joias, por telefone, sobre a ação que resultaria em sua prisão no dia seguinte, orientando-o a destruir provas. O ex-deputado teria zerado o celular e passado a usar um novo aparelho, com número da Paraíba.

Além da prisão preventiva de Rodrigo Bacellar, a PF cumpre oito mandados de busca e apreensão e um mandado de intimação para medidas cautelares diversas da prisão. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.

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