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Três são presos em operação contra extorsão de milícia no Catiri

Polícia investiga esquema que teria movimentado R$ 25 milhões na Zona Oeste do Rio

Gabriela Morgado
GABRIELA MORGADO

19/06/2026 • 18:21 • Atualizado em 19/06/2026 • 18:23

Três são presos em operação contra extorsão de milícia no Catiri

Três são presos em operação contra extorsão de milícia no Catiri

Reprodução

Três pessoas foram presas em flagrante durante uma operação da Polícia Civil contra um esquema de extorsões atribuído a uma milícia que atua no Catiri, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, nesta sexta-feira (19).A Corregedoria da Polícia Militar vai ouvir dois policiais militares investigados por participação no esquema. Um deles, o cabo Alexandro Santos Martins, foi preso durante a operação por posse ilegal de arma de fogo.Segundo as investigações, ele teria recebido R$ 500 mil por meio da ex-companheira, apontada como responsável por lavar o dinheiro do grupo. A mulher, Silvia Nathalia Rodrigues Cunha, teria movimentado cerca de R$ 5 milhões em um ano.Com Alexandro, foram apreendidos um carro de luxo e uma arma.O cabo Jorge André Felix dos Santos Maria também é investigado e apontado como segurança do grupo criminoso. No ano passado, ele já havia sido preso com um carro clonado e armas em um comboio.Durante a ação desta sexta, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão. Celulares e armas também foram recolhidos.As investigações começaram a partir de uma denúncia da Secretaria de Ordem Pública do Rio, que apontou extorsões contra empresas de infraestrutura e saneamento para atuação na região.Segundo a delegada Luciana Fonseca, uma das vítimas chegou a pagar R$ 75 mil. Ela afirmou ainda que o esquema teria movimentado cerca de R$ 25 milhões por meio de lavagem de dinheiro.Outras duas pessoas foram presas em flagrante: um homem apontado como miliciano que resistiu à abordagem e o gerente de um estabelecimento, acusado de crimes contra o consumidor.A região do Catiri, embora dominada por milicianos, também registra disputas com traficantes do Comando Vermelho que atuam na Vila Kennedy. Em janeiro, uma mulher de 55 anos morreu após ser atingida durante confrontos na área.

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