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Tiroteio entre criminosos rivais em comunidades da Zona Norte termina com barbeiro morto

Os moradores da região do Complexo do Chapadão colocaram fogo em barricadas, o que gerou interdição de ruas no entorno

João Boueri
JOÃO BOUERI

02/05/2025 • 08:33 • Atualizado em 02/05/2025 • 08:33

A vítima foi socorrida pelos moradores, mas não resistiu aos ferimentos

A vítima foi socorrida pelos moradores, mas não resistiu aos ferimentos

Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Militar reforçou o policiamento da Favela Terra Nostra, em Barros Filho, no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, após um barbeiro morrer durante um ataque ao estabelecimento que ele trabalhava. O caso aconteceu durante a manhã de quinta-feira (1º). A Delegacia de Homicídios da Capital tenta identificar a autoria e a motivação do crime. O barbeiro Fabio Oliveira Fortes, de 25 anos, chegou a ser encaminhado pelos moradores para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiu. Segundo os familiares, um carro branco parou em frente à barbearia com dois criminosos. O cliente de Fábio conseguiu correr, mas o profissional foi alvejado com um tiro na cabeça e outro no peito. A reportagem conversou com a tia de Fábio, Maria Silva. Ela falou sobre a violência no Complexo do Chapadão e classificou Fábio como um "garoto brincalhão".

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Esses caras já desceram atirando. Sendo que a gente já vive isso aqui há muito tempo, a gente sabe que é o pessoal do Comando Vermelho que está fazendo isso. Eles chegaram, o garoto conseguiu correr, só que o Fábio não teve a mesma sorte. Fábio era trabalhador, Fábio não era envolvido com o tráfico de droga, Fábio era muito querido na comunidade, era um garoto brincalhão. A pergunta que fica é até quando vamos viver isso, porque em menos de dois meses esses caras já vinharam aqui, já tiram três vidas de três trabalhadores.

Após a morte de Fábio, moradores da região colocaram fogo em barricadas como forma de protesto. A Estrada do Camboatá chegou a ser interditada. A vítima deixa uma filha de cinco anos que também já tinha perdido a mãe, que morreu depois de uma doença grave. Na terça-feira (29), três suspeitos morreram durante confronto com a Polícia Militar no Complexo do Chapadão. Em abril, uma mãe e um filho foram baleados em casa durante um tiroteio na mesma região. A mulher foi baleada no braço, enquanto o adolescente foi atingido de raspão na cabeça. No mês anterior, um outro caso parecido. O vendedor ambulante Marcelo Santos Martins, de 51 anos, foi atingido por uma bala perdida no Complexo do Chapadão, e não resistiu. Na ocasião, os moradores também fizeram manifestação na Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira, uma das principais vias da Pavuna. Cerca de sete ônibus e três caminhões foram usados como barricadas na via.

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