Bandnews FM
BandNews FM Rio

Turismo e mobilidade ainda refletem legado dos Jogos Olímpicos 2016 no Rio

Cidade registra alta no turismo internacional, enquanto obras de mobilidade seguem em expansão e discussão

Guilherme Faria
GUILHERME FARIA

07/08/2026 • 12:56 • Atualizado em 07/08/2026 • 12:56

Olimpíadas Rio 2016

Olimpíadas Rio 2016

Fernando Frazão/Agência Brasil

Os Jogos Olímpicos de 2016 deixaram impactos que ainda podem ser percebidos no turismo e na mobilidade urbana do Rio de Janeiro. Dez anos após receber o maior evento esportivo do mundo, a cidade registra aumento no número de visitantes e mantém em operação parte das estruturas implantadas para a competição, enquanto outros projetos seguem sem conclusão.

Compartilhar

Durante os Jogos Olímpicos, o Rio recebeu mais de 1 milhão de turistas, sendo 410 mil estrangeiros. Além de acompanhar as competições, os visitantes passaram por diferentes pontos turísticos da cidade. Na época, a ocupação dos hotéis ultrapassou 90%, e bares e restaurantes registraram movimento acima da média para o mês de agosto.

Após o impacto da pandemia de Covid-19 sobre o turismo, o setor voltou a crescer. Em 2025, o estado do Rio de Janeiro recebeu quase 2,2 milhões de turistas internacionais, o maior número já registrado. Em 2026, a marca pode ser superada. Segundo a Prefeitura do Rio, apenas nos seis primeiros meses do ano, a capital recebeu 1,3 milhão de visitantes estrangeiros.

Na mobilidade urbana, um dos principais legados dos Jogos foi a implantação do VLT na região central da cidade. O sistema passou a ligar áreas históricas a pontos como o Aeroporto Santos Dumont e, mais recentemente, o Terminal Intermodal Gentileza.

O terminal também integra o sistema BRT, que ganhou novos corredores durante o período olímpico. Apesar da ampliação da rede, o modal enfrentou problemas ao longo dos anos, como superlotação e estações em condições precárias.

Ainda assim, usuários do sistema reconhecem que o BRT reduziu o tempo de deslocamento, principalmente na Zona Oeste.

Em 2021, a Prefeitura assumiu a gestão do BRT por meio da Mobi-Rio e criou o programa BRT Seguro. Segundo o município, a iniciativa reduziu em 90% os casos de vandalismo nas estações dos corredores Transoeste, Transcarioca, Transbrasil e Transolímpica.

O metrô também passou por mudanças para os Jogos Olímpicos. A inauguração da Linha 4 ampliou a ligação entre a Barra da Tijuca e a Zona Sul. No entanto, parte do projeto original ainda não foi concluída. A estação Gávea, prevista desde o início da obra, voltou a receber intervenções apenas no ano passado.

No ano passado, o Governo do Estado apresentou um projeto de expansão da rede metroviária. O plano prevê a construção de 31 novas estações, incluindo a Linha 3, que deve ligar a Praça XV, no Centro do Rio, a Niterói e São Gonçalo. Também está prevista a extensão da Linha 4 até o Recreio dos Bandeirantes. Os projetos estão em fase de contratação dos estudos técnicos.

Também em 2025, a Prefeitura do Rio sancionou a lei que prevê a transformação dos corredores Transcarioca e Transoeste do BRT em linhas de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou Veículo Leve sobre Pneus (VLP). A proposta está em fase de estudos técnicos e também autoriza a expansão dos trens leves até Botafogo, na Zona Sul, e a Ilha do Governador, na Zona Norte.

Tópicos relacionados