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UFC Ceasa: Polícia Civil investiga responsáveis por briga na central de distribuição

Os conflitos são gravados e publicados em uma página numa rede social, com mais de 80.000 seguidores

ÁDISON RAMOS

10/10/2025 • 15:42 • Atualizado em 10/10/2025 • 15:42

Nos vídeos, há trocas de chutes, socos e empurrões

Nos vídeos, há trocas de chutes, socos e empurrões

Reprodução

A Polícia Civil do Rio vai investigar quem é o responsável por promover brigas, dentro da Central de Abastecimento do Estado, em Irajá, Zona Norte do Rio. Os conflitos são gravados e publicados em uma página numa rede social, com mais de 80.000 seguidores.

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Os vídeos, que mostram trabalhadores em conflitos violentos, somam milhões de visualizações. O criador da página não quis se identificar, mas em um áudio enviado para o jornalismo da Band afirma que os confrontos acontecem no calor do momento e não houve casos graves.

Todo mundo se conhece, todo mundo trabalhador, não é só carregador, é todo mundo. Entendeu? O calor do momento, porque o Ceasa começa muito cedo, o povo vem pra trabalhar e essa rebriga acontece por causa do calor do momento.) Nem todo mundo que vem bem na cabeça do dia, aí pega um estressado que vem já estressado de casa e outro que vem estressado de casa e sempre olha a briga, mas nunca aconteceu nada de grave. São todos amigos, todo mundo se dá bem, sempre a um ajuda o outro, puxa um carrinho na hora da briga ali, mas daqui a pouco estão se falando, rindo, entendeu? É só um jeito de se desestressar

Nos vídeos, há trocas de chutes, socos e empurrões. Em alguns casos, é preciso intervenção para que a briga não termine em tragédia.

O carregador Lucas Alves afirma que as brigas são comuns na Ceasa.

Ainda segundo Lucas, a visibilidade dos vídeos postados nas redes sociais fez a fiscalização na central de abastecimento aumentar.

Deu uma parada agora, porque a fiscalização também tá em cima, tirando geral que tá brigando aí, então o trabalho tá funcionando normal.

A Polícia Civil afirmou que já tinha recebido denúncias de brigas envolvendo trabalhadores, na ceasa. Os agentes agora vão investigar se os conflitos são promovidos por alguém e quem são os responsáveis.

Em nota, a Central de Abastecimento do Estado afirmou que repudia qualquer forma de violência e que não compactua com esse tipo de comportamento no interior das instalações.

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