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Um ano após operação no Tabajaras, caso Marquini entra na fase final

Acusados pelo latrocínio do agente da CORE João Pedro Marquini apresentam alegações finais; um segue foragido

Guilherme Faria
GUILHERME FARIA

15/04/2026 • 10:03 • Atualizado em 15/04/2026 • 10:03

João Pedro Marquini foi assassinado em março de 2025

João Pedro Marquini foi assassinado em março de 2025

Reprodução/Redes Sociais

Está em fase de alegações finais o processo em que dois homens respondem pelo latrocínio do agente da Coordenadoria de Recursos Especiais, da Polícia Civil, João Pedro Marquini.

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Um dos acusados é Antônio Augusto D'Angelo da Fonseca, preso no dia 15 de abril do ano passado, após um ouvinte da BandNews FM denunciar que ele estava escondido no apartamento da mãe, na Rua Siqueira Campos, em Copacabana.

No mesmo dia, agentes da Polícia Civil realizaram uma operação para prender envolvidos no crime na Ladeira dos Tabajaras, também no bairro da Zona Sul. A ação, que terminou com a morte de cinco criminosos e a prisão de outros três, foi marcada por uma intensa troca de tiros.

Entre os mortos na operação, estava Vinicius Kleber di Carlantonio Martins, conhecido como Cheio de Ódio e apontado como o chefe do tráfico de drogas do local. O crimininoso tinha mais de 30 passagens pela polícia e, segundo as investigações, teria envolvimento direto com a morte do policial civil.

Um dos alvos da ação, Antônio Augusto D'Angelo da Fonseca conseguiu fugir, mas foi localizado e preso horas depois. A reportagem da BandNews FM acompanhou a prisão, noticiada em primeira mão pelo âncora Rodolfo Schneider.

Outro alvo da operação, Wallace Andrade de Oliveira, chegou a fugir no dia da operação, mas foi baleado e preso durante um tiroteio com policiais no Catiri, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, em abril do ano passado.

Os dois respondem ao mesmo processo, que está em fase final na Justiça do Rio. Além deles, outros dois homens ligados ao Comando Vermelho foram denunciados pelo Ministério Público em junho do ano passado por latrocínio consumado contra o policial civil João Pedro Marquini e por tentativa de latrocínio contra a esposa dele, a juíza Tula Corrêa de Mello, que também estava no carro.

Um deles, identificado como Jefferson Rosa dos Reis, foi morto durante ação da Polícia Civil também na comunidade da Ladeira dos Tabajaras, em dezembro. O outro denunciado é Alexandre Costa de Oliveira. Ele não foi localizado para responder às intimações da Justiça e é considerado foragido.

No Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, há três mandados de prisão pendentes contra ele. Além do latrocínio do policial, ele também é procurado pelos crimes de homicídio e associação para o tráfico.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que segue com as buscas para localizar o criminoso.

O agente da CORE, João Pedro Marquini, foi morto em março do ano passado, na Zona Sudoeste. O crime foi cometido na Serra da Grota Funda, em Vargem Grande.

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