Um morador foi morto por criminosos após ser feito de refém durante uma operação do Bope na Região Central do Rio. Leandro Silva Souza foi baleado na cabeça depois de se recusar a abrigar criminosos na sua casa.
Entre os mortos na operação está o chefe do tráfico do Morro dos Prazeres. Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres. O bandido possuía mais de 135 passagens pela Polícia, com 4 mandados de prisão em aberto.
Desde as primeiras horas dessa quarta-feira (18), a Polícia Militar realizou ação em seis favelas da Região Central do Rio dominadas pelo Comando Vermelho, principal facção criminosa do Estado.
Militares do Batalhão de Operações Especiais atuam nas comunidades do Fallet, Fogueteiro, Coroa, Prazeres, Escondidinho e Paula Ramos com o objetivo de reprimir a movimentação de bandidos, com foco em roubos de veículos e tráfico de drogas na região.
No momento da entrada dos agentes, houve intenso confronto aconteceu nas proximidades do Túnel Rebouças, um dos principais da cidade.
Em represália à morte de Jiló, bandidos incendiaram um ônibus na Avenida Paulo de Frontin, uma das principais ligações entre Centro e Zona Sul. Outros sete coletivos foram sequestrados e utilizados como barricadas para atrapalhar a ação dos agentes.
Imagens de ouvintes da BandNews FM mostram passageiros deitados dentro de um ônibus, tentando se proteger dos disparos na entrada do túnel. Outros seis bandidos foram baleados.
A troca de tiros pode ser ouvida, também, por quem passava pelo Túnel Santa Bárbara, que liga o Centro a Zona Sul.
De acordo com as investigações, Jiló é um dos envolvidos na morte do turista Italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em dezembro de 2016, no Morro dos Prazeres, quando ele e o primo Rino Polato, de 59 anos, estavam em duas motocicletas e entraram na comunidade por engano.
Roberto Bardella foi baleado na cabeça e no braço e morreu na hora. O outro italiano foi capturado pelos bandidos, que o forçaram a entrar em um carro. O corpo de Roberto foi deixado no porta-malas.
O carro circulou pela favela durante cerca de duas horas, até vir a ordem do chefe do tráfico para liberar os dois. Rino foi deixado, junto com o corpo de Roberto, numa praça num bairro vizinho a Santa Teresa.
A PM montou a operação em três fases divididas em intervenção e estabilização, busca, captura e vasculhamento e desmobilização e retraimento.
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