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Uma das maiores cantoras do Brasil, Nana Caymmi morre aos 84 anos

A cantora morreu devido a um quadro de arritmia cardíaca

Gabriela Morgado
GABRIELA MORGADO

01/05/2025 • 19:47 • Atualizado em 01/05/2025 • 19:47

A cantora morreu nesta quinta-feira (1º), aos 84 anos, devido a um quadro de arritmia cardíaca.

A cantora morreu nesta quinta-feira (1º), aos 84 anos, devido a um quadro de arritmia cardíaca.

Foto: Reprodução

Onde você estiver, não se esqueça de mim. Dinahir Tostes Caymmi, a eterna Nana Caymmi, vai ser sempre lembrada como uma das maiores vozes da Música Popular Brasileira. A cantora morreu nesta quinta-feira (1º), aos 84 anos, devido a um quadro de arritmia cardíaca, quando os batimentos cardíacos ficam irregulares.

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No dia 26 de julho do ano passado, a artista foi internada em um hospital particular do Rio de Janeiro.

Dona de sucessos como "Resposta ao Tempo", "Suave Veneno" e "Sem Poupar Coração", a carioca Nana Caymmi estava destinada ao mundo da música desde que nasceu. Os pais da artista são Stella Maris, também cantora, e Dorival Caymmi, um dos maiores cantores e compositores do país. Os irmãos, Dori e Danilo Caymmi, e a sobrinha, Alice Caymmi, também seguiram os passos de Dorival.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em 1993, Nana contou sobre o início da carreira dentro de casa.

Em 1961, Nana se casou com o médico Gilberto José Paoli e se mudou para a Venezuela, de onde era o marido, com quem ficou por quatro anos. A artista teve três filhos: Stella, Denise e João Gilberto, que sofreu um acidente de moto em 1989 e vive com sequelas. Ela ainda foi casada com os cantores Gilberto Gil e Claudio Nucci.

Conhecida pela extrema sinceridade e pelas falas sem pudor, a artista exalta uma de suas músicas no documentário "Nana Caymmi em Rio Sonata", de 2010, dirigido por Georges Gachot. O filme conta a história da "cantora das cantoras" a partir de momentos da vida de Nana e de entrevistas com outros artistas.

A estreia de Nana Caymmi foi com apenas 19 anos, gravando a música "Acalanto" com o pai, lançada em 1960. Durante a carreira de mais de 60 anos, ela gravou cerca de 40 discos e foi indicada quatro vezes ao Grammy Latino, vencendo a categoria de Melhor Álbum de Samba/Pagode, com um disco gravado com os irmãos, cantando músicas do pai: "Para Caymmi. De Nana, Dori e Danilo".

Em 2020, Nana lançou um álbum interpretando músicas de Tom Jobim e de Vinicius de Moraes, que rendeu a ela uma das indicações ao Grammy. O último trabalho da artista foi a gravação de "A Lua e Eu" com o cantor Renato Braz, lançada em maio de 2024. A parceria foi gravada na casa de Nana, em uma tomada, com Cristovão Bastos no piano. Pelas redes sociais, ela agradeceu Renato por ter "enchido o saco" dela para que gravasse e afirmou que ele deu coragem para ela.

Além de três filhos, Nana deixa duas netas e bisnetos.