
Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde
Paulo Pinto/Agência Brasil
Unidades de pronto atendimento estaduais registraram aumento de 22% dos casos de bronquiolite em janeiro. Em 2024, as 27 UPAs registraram 275 atendimentos. No mesmo período de 2025, o número subiu para 338. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com a pasta, a elevação sazonal de episódios dessa doença costuma ser entre fevereiro e julho. Com isso, para se antecipar a um possível surto da doença, a Secretaria referenciou os hospitais Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e o Zilda Arns, em Volta Redonda, no Sul Fluminense, para o atendimento infantil. Segundo o planejamento da pasta, vão ser 75 leitos de UTI para atendimento à doença. Outra medida adotada pela secretaria será a capacitação de cerca de 700 médicos e profissionais de saúde que atuam nas unidades de saúde para identificar, de forma precoce, os sintomas da doença, como explica o Subsecretário de Atenção à Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Caio Souza.
O objetivo é melhorar, capacitar e atualizar todos os profissionais na nossa rede de atenção à saúde, até porque as doenças mudam. A gente pode observar que a dengue começou com o tipo 1, hoje tem vários tipos de dengue. E a bronquiolite, a cada ano que passa, a gente observa que tem uma extensão, antes era de fevereiro até julho, mas a gente observou na prática que em 2024 ela iniciou em fevereiro e estendeu até setembro.
A coordenadora de Saúde da Criança da Secretaria, Roberta Serra, alerta para os sinais e sintomas da doença.
É uma infecção respiratória que compromete principalmente as crianças, crianças menores de dois anos e bebês menores de seis meses têm maior risco de gravidade. Os sintomas parecem com uma gripe, coriza, nariz entupido, tosse, febre baixa, mas que ela pode evoluir com gravidade, como queda do estado geral, cansado, aquela dificuldade respiratória, os lábios podem ficar um pouco azulados ou arrocheados, a criança fica com dificuldade de se alimentar e ingerir líquidos.
A fotografa Luiza Barcelos conta que a filha Catarina contraiu a infecção com apenas 6 meses.
Um dia a gente acordou e ela estava com uma secreção clara, transparente, saindo do nariz, uma coriza, parecendo resfriada e uma tosse. Aparentemente não era nada demais, ela não tinha tido pebre nem nada, parecia um resfriado. Quando a gente chegou no consultório da pediatra, ela logo fez a ausputa e pediu pra gente fazer um raio X. Quando a gente fez o raio X, ela já viu que no pulmão dela tinha bastante secreção e ela estava com bronquiolite.
Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde, em 2025, os maiores atendimentos, em UPAS, foram feitos em três bairros da Zona Norte, sendo Ilha do Governador, (79), Ricardo de Albuquerque (36) e Irajá (33) e também São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos (26).
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