
Artefatos explosivos atingiram pessoas e destruíram pertences
Reprodução
Criminosos voltaram a usar drones para lançar granadas em comunidades da Zona Norte do Rio no fim de semana. O caso mais recente aconteceu no sábado (2), na comunidade dos Dourados, em Cordovil, onde duas pessoas ficaram feridas após a explosão de uma granada acoplada a um drone.
Segundo a Polícia Militar, as vítimas, dois homens adultos, montavam brinquedos para uma festa infantil na Rua João Henrique quando o artefato explodiu. Eles sofreram ferimentos leves e recusaram atendimento hospitalar.
Moradores relataram que havia muitas crianças no local no momento da explosão. Segundo eles, pelo menos duas crianças foram atingidas de raspão e a granada estava coberta por pregos.
Também no sábado, um morador do Morro da Caixa D'Água, na Penha Circular, teve diversos pertences destruídos depois que outra granada lançada por um drone atravessou o telhado da casa. Ninguém ficou ferido. A comunidade integra o Complexo da Penha.
Na madrugada de sexta-feira (1º), ainda no Complexo da Penha, a Polícia Militar informou que criminosos faziam testes com drones quando uma bomba caseira caiu dentro de uma piscina no local onde o grupo estava reunido. Não houve feridos.
O Complexo da Penha é controlado pelo Comando Vermelho. Apesar da versão da PM, traficantes da facção afirmam que a explosão foi provocada por um ataque de integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), grupo rival liderado por Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão.
A Polícia Civil informou que investiga os episódios e realiza diligências para mapear o uso de drones por organizações criminosas. A corporação também criou uma coordenadoria especializada em operações com aeronaves não tripuladas para ampliar o uso da tecnologia em investigações e ações policiais.
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