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Vereadora Gigi Castilho é alvo de operação por desvio de verbas de creches no Rio

Polícia cumpre 29 mandados em investigação sobre empresas fantasmas e notas fiscais superfaturadas

Vinícius Calixto
VINÍCIUS CALIXTO

04/11/2025 • 09:08 • Atualizado em 04/11/2025 • 09:08

Vereadora Gigi Castilho

Vereadora Gigi Castilho

Reprodução

A vereadora Gigi Castilho (Republicanos) é um dos alvos de uma operação da Polícia Civil deflagrada nesta terça-feira (4) contra o desvio de verbas públicas destinadas a creches conveniadas da Prefeitura do Rio. A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Defraudações (DDEF), que cumprem 29 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da cidade.

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Segundo as investigações, o grupo alvo da operação montou empresas fantasmas para emitir notas fiscais superfaturadas, simulando serviços e fornecimento de produtos que nunca foram entregues. As notas falsas eram usadas para justificar despesas e garantir o recebimento dos repasses públicos.

Um dos convênios investigados teria recebido cerca de R$ 9 milhões em seis meses, período em que foram feitos 816 saques em dinheiro vivo, somando aproximadamente R$ 1,5 milhão - valores considerados incompatíveis com o perfil de uma instituição educacional.

Durante a operação, os agentes buscam documentos, computadores, celulares e materiais contábeis para rastrear o caminho do dinheiro e identificar todos os responsáveis pelo esquema.

As investigações continuam para apurar a participação de outros beneficiários e eventuais servidores públicos envolvidos nas fraudes.

Nota da vereadora Gigi Castilho:

"Venho a público manifestar-me acerca da diligência realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro no dia 4 de novembro de 2025, referente a um mandado de busca e apreensão em minha residência, conforme veiculado pelos meios de comunicação.Esclareço, desde já, que não tive acesso ao inquérito policial, nem tampouco ao procedimento judicial cautelar que culminou com a expedição do mandado de busca e apreensão, não tendo, portanto, conhecimento acerca dos fatos investigados.Com relação à matéria veiculada nos meios de comunicação, informo que trabalhei na Creche Comunitária Deus é Fiel como diretora pedagógica, até o mês de março do ano de 2024, não tendo jamais exercido qualquer função de direção financeira, não sendo responsável por contratações de prestadores de serviço e prestações de contas e ou pagamentos, tendo sempre atuado na área de gerenciamento pedagógico da instituição.Reitero, igualmente, minha plena confiança nas instituições brasileiras e que, tão logo seja possível, todos os fatos serão devidamente esclarecidos por meio da defesa técnica devidamente constituída nos autos do processo judicial."

Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2025

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